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5 Dicas para incutir hábitos de poupança nas crianças 

crianças + poupança

Ensinar as crianças a gerir os recursos de forma eficiente é fundamental para estimular a noção de desenvolvimento sustentável. É importante incutir hábitos de poupança em múltiplas áreas, inclusive no campo financeiro. 

As finanças são uma parte essencial da vida das pessoas. O dinheiro tem uma importância muito grande na organização social e, como ninguém nasce ensinado, também a sua gestão deve ser explicada. Por isso, bons hábitos de poupança podem e devem ser desenvolvidos desde cedo no percurso educativo dos mais novos. 

Lembre-se que, em boa medida, uma vida estável é reflexo de uma gestão eficiente dos recursos financeiros. O acesso a setores como a formação/educação, habitação, saúde e emprego, por exemplo, depende muito deste campo. Logo, garantir que o seu filho possui as ferramentas necessárias para enfrentar este desafio é uma mais-valia. 

 

Quando introduzir a educação financeira em casa?

A perceção da criança em relação ao dinheiro desenvolve-se em paralelo com outras competências. O saber contar, por exemplo, é determinante para os mais pequenos adquirirem hábitos de poupança. 

É na idade pré-escolar que estas temáticas devem começar a ser trabalhadas. Entre os 3 e os 6 anos, os miúdos começam a construir uma noção simbólica do dinheiro. Contudo, ainda não têm um entendimento pleno da sua importância. Saiba como falar de poupança com o seu filho, tendo em conta a sua idade: 

 

  • É a partir dos 4/5 anos que deve começar a falar com a criança sobre o papel do dinheiro, explicando como o pode conseguir e para que serve. É muito importante, nesta fase, transmitir a noção de que este recurso não é ilimitado. 
  • Ao longo do percurso no 1º ciclo, a criança vai aprender muitas competências que a ajudam a entender o papel do dinheiro. Até aos 10 anos, já vai ser capaz de contar, realizar operações mentais para calcular trocos e também perceber os fatores que contribuem ou prejudicam a poupança. 
  • Com a entrada na pré-adolescência, os miúdos já devem ser capazes de planear a médio/longo prazo. Eles próprios já conseguem pensar estratégias para fazer uma poupança e atingir determinado objetivo como, por exemplo, juntar uma verba para comprar um brinquedo. 
  • A partir dos 16 anos a perceção do adolescente sobre o mundo e a sociedade já deverá ser mais concreta. Há conceitos relativos à poupança que já fazem parte das preocupações dos jovens, tais como a carreira profissional, o emprego, as possibilidades de renumeração, entre outros. 

 

Como estimular hábitos de poupança na criança?

Como explicámos, a educação financeira e os hábitos de poupança podem ser trabalhados desde cedo com a criança. Por conseguinte, damos-lhe algumas dicas para ajudar o seu filho a desenvolver noções importantes. 

 

1. Seja um exemplo a seguir

Como em todas as áreas, se pretende que o seu filho adquira bons hábitos, procure aplicá-los no seu quotidiano. Os miúdos tendem a seguir o exemplo dos pais e, por isso, se no seu dia a dia adotar práticas de poupança é um ótimo princípio para a criança apreender esta competência. 

 

2. Ofereça um mealheiro ao seu filho

O mealheiro é uma ótima ferramenta para a criança aprender hábitos de poupança. Até à adolescência, este objeto é uma forma de os miúdos definirem um local seguro e pessoal no qual podem gerir os recursos que vão juntando.  

 

3. Atribua uma mesada fixa ou variável

As mesadas ou outras formas de compensação financeira são também ótimas estratégias para os miúdos aprenderem a gerir os seus recursos. Adquirir hábitos de poupança implica que as crianças tenham a noção de que o dinheiro é limitado e que têm que se esforçar para consegui-lo.  

Estes “subsídios” podem ser dados de acordo com tarefas que realize ou, simplesmente, na definição de um compromisso entre a família e o menor. É importante que esta mesada inclua as verbas destinadas a gastar, por exemplo, na escola com o almoço ou os lanches. 

 

4. Ajude o seu filho a estabelecer objetivos

Ao longo do 1º ciclo, a criança adquire competências importantes para gerir os seus recursos. Nesse sentido, conforme o entendimento que ela vai adquirindo, ajude-a a estabelecer metas para atingir alguns objetivos. É importante que ela entenda que para comprar alguma coisa, não deve colocar em causa as despesas essenciais e fixas que possa ter. 

 

5. Evite o consumismo e o despesismo

Fomentar uma educação contra o consumismo e o despesismo é, logo à partida, uma estratégia para promover a poupança na criança. É também uma forma de educar para o desenvolvimento sustentável. Por isso, em casa, promova uma gestão racional de todos os recursos. 

 

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