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Alimentação infantil: Como promover refeições tranquilas

alimentação infantil

Uma alimentação infantil saudável é determinante para o desenvolvimento das crianças. Para isso, além dos cuidados nutricionais, as rotinas, os horários e o ambiente onde as refeições são realizadas contribuem decisivamente para este facto.

Se tem filhos, com certeza que já se deparou com alguma birra ou problema em alguma refeição. As razões que originam estas situações podem ser várias e, por isso, é importante que os pais estejam atentos e não as prolonguem no tempo.

 

6 Questões para identificar um problema na alimentação infantil

 

Os hábitos alimentares são influenciados por diferentes fatores, podendo estes ser endógenos e/ou exógenos. Dentro dos primeiros, levantam-se questões metabólicas e genéticas. Nos segundos entram, por exemplo, a cultura, os hábitos familiares e as influências sociais.

Fruto do inter-relacionamento destes fatores, surgem, eventualmente, problemas na alimentação infantil. Nestas situações, devem ser identificadas as causas para impedir que as refeições se tornem um tormento para as crianças.

Nesse sentido, há algumas questões que deve avaliar antes de tomar qualquer decisão.

 

1. A variedade de alimentos que a criança gosta e come é muito restrita?

Antes de tudo, deve analisar quais os alimentos que a criança recusa. É natural que os mais pequenos tenham as suas preferências. Recusar comer dois ou três não significa um problema. Será problemático quando a rejeição é alargada e põe em causa a alimentação infantil.

 

2. A criança recusa os alimentos a partir de uma certa quantidade?

A alimentação infantil tem as suas singularidades. As porções a ingerir são determinadas pela idade e a respetiva necessidade nutricional. Se a criança come, mas a partir de certo ponto já não consegue mais, talvez as porções sejam desadequadas.

 

3. A criança evidencia vontade de comer fora das refeições?

Se uma criança tem dificuldade em comer nas refeições, mas depois revela vontade fora delas, provavelmente o problema está na rotina alimentar. Os horários devem ser regulares e bem definidos para fomentar uma boa alimentação infantil.

 

4. Há algum risco na passagem dos alimentos líquidos para os sólidos?

A textura dos alimentos afeta o paladar. Sobretudo em crianças mais pequenas, no período de transição dos alimentos líquidos para os sólidos, é propício o aparecimento de algumas rejeições. Dessa forma, atente se o motivo dos problemas nas refeições se enquadra nesta situação.

 

5. Após as refeições, evidencia algum tipo de mal-estar?

Se os problemas na alimentação infantil surgem após a ingestão dos alimentos, na forma de vómitos, mal-estar abdominal ou diarreia, pode haver uma doença orgânica associada. É importante que procure um médico para avaliar a situação.

 

6. Não come porque se distrai com frequência?

Há problemas na alimentação infantil que muitas vezes são causados, não por questões fisiológicas ou falta de apetite da criança, mas simplesmente pela sua natureza curiosa. Os mais pequenos são muito curiosos com aquilo que os envolve e, por isso, há miúdos que não conseguem gerir este interesse na hora da refeição, abstraindo-se facilmente da comida.

 

Conselhos para tornar a refeição um momento tranquilo

 

Há uma série de cuidados que os pais devem adotar para estimular uma boa alimentação infantil. Nesse sentido, siga os nossos conselhos para tornar as refeições do seu filho um momento agradável e saudável.

  • Mantenha uma rotina alimentar regular, com horas e intervalos entre refeições bem definidos;
  • Tenha atenção às porções dos alimentos. Procure adequar as quantidades ao desenvolvimento do seu filho;
  • Não adote uma postura autoritária e agressiva perante a recusa do seu filho à refeição. Use sempre o diálogo para resolver estas questões e, se a criança não tiver fome, espere mais uns minutos até ela sentir apetite;
  • Uma alimentação infantil saudável assenta na variedade de alimentos ingeridos. Por isso, aposte na diversidade alimentar desde cedo, para que a criança possa habituar-se às texturas e aos sabores;
  • Não infantilize em demasia a refeição. Usar técnicas de distração da criança pode resolver a situação na altura, mas não promove o gosto pelo momento da refeição;
  • Tenha atenção aos petiscos. Se a criança petiscar entre refeições, é natural que na hora do almoço ou jantar não tenha apetite nem fome. Seja rígido nas rotinas;
  • Se a criança evidencia alguma resistência a um determinado alimento, não deve forçar. Desde que isso não coloque em causa a boa alimentação infantil, é normal haver comida que ela não gosta.

 

Se a alimentação infantil é para si um tema importante, acompanhe o blog de Externato Champagnat para ter acesso a mais conteúdos sobre esta questão.

 


 

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