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Como promover uma boa autoestima infantil

autoestima infantil

Desde cedo, as crianças constroem um conceito do seu “Eu”. Conforme os diferentes estágios de desenvolvimento e as suas estruturas cognitivas, os mais pequenos elaboram a imagem de si próprios. Ao mesmo tempo, desenvolvem a autoestima infantil, percecionando as suas virtudes, qualidades e valor.

 

Efeitos da autoestima nas crianças

 

A autoestima infantil, como em qualquer grupo etário, pode ser boa ou má. Para um desenvolvimento saudável, é importante que esta seja sempre positiva, pois traz benefícios não só no seu bem-estar presente, mas também futuro.

Desse modo, as crianças com uma autoestima positiva:

  • São mais estáveis emocionalmente;
  • Têm melhores resultados na escola e noutras dimensões da vida;
  • São mais autónomas e proativas;
  • São mais abertas ao conhecimento, pois exploram mais e melhor o meio que as rodeia;
  • Refletem o sentimento de bem-estar nas relações com os outros;
  • Têm menos probabilidade de desenvolver patologias associadas à ansiedade, stress ou depressão.

 

Por outro lado, crianças com baixa autoestima infantil, desenvolvem comportamentos que se refletem das seguintes formas:

  • São muito inseguras em relação às suas capacidades, focando-se, sobretudo, nas fraquezas;
  • Revelam-se pouco proativas nos desafios que se colocam no seu quotidiano;
  • Desenvolvem comportamentos de passividade perante os outros, não partilhando as suas visões e vontades;
  • Têm mais tendência a ter maus resultados escolares;
  • São mais propensas a desenvolver problemas de ansiedade, insónia e depressão.

 

Que aspetos contribuem para uma boa autoestima infantil?

 

A autoestima infantil não é algo inato que nasce com a criança. É uma representação individual fruto das vivências e experiências dos mais pequenos. Para que se construa de forma positiva, a família ou as figuras mais próximas, têm um papel determinante.

A representação de si próprio constrói-se a partir da imagem e das expectativas que, sobretudo, os familiares e amigos mais próximos lhe sugerem. De forma implícita ou explícita, com mais ou menos intencionalidade, essas vivências influenciam a autoestima infantil.

Alguns dos fatores influenciadores da autoestima das crianças são:

  • O ambiente familiar e a forma como são transmitidos os valores;
  • O estado emocional da família, mais concretamente, dos pais;
  • As expectativas formadas pelas figuras mais próximas;
  • A modelagem educativa a partir dos exemplos, sobretudo, familiares;
  • A forma como a criança se sente aceite e valorizada por quem a rodeia;
  • O nível de afeto associado à educação da criança.

 

6 Dicas para contribuir para uma boa autoestima do seu filho

 

Para estimular uma boa autoestima infantil, deve adotar alguns cuidados. Este trabalho deve ser feito pela família e figuras mais próximas da criança. Desse modo, apontamos 6 dicas para que o seu filho se torne mais seguro e autónomo perante os desafios do quotidiano.

 

1. Dê espaço e liberdade para a criança explorar o mundo

É muito importante que os pais dêem espaço à criança para que ela explore o que a rodeia, mesmo que isso implique errar e falhar. As figuras parentais devem assumir uma postura de retaguarda, mostrando aos miúdos que estão disponíveis para ajudar e proteger, mas sem cair no exagero e na superproteção.

Para estimular a autoestima infantil, os mais pequenos devem ter sentimentos de segurança para explorarem o que os rodeia, sem sentirem medo. Dessa forma, acabam por desenvolver a independência e a autonomia.

 

2. Aplique o reforço positivo

O reforço positivo é um fator que estimula a boa autoestima infantil. Dar espaço para a criança explorar o mundo implica que quando esta falhar a deve apoiar incondicionalmente. Isto mantém o desejo de descoberta e a curiosidade, desenvolvendo a autoconfiança e, consequentemente, uma melhor autoimagem.

 

3. Elogie a criança

A relação com um filho deve ser assente no afeto, mas também na sinceridade. Para fazer um elogio à criança, esta deve sentir que é genuíno para, assim, reforçar a autoestima infantil e a autoconfiança. Nas pequenas conquistas, nos comportamentos exemplares ou num bom resultado na escola, felicite-a e mostre-lhe a sua satisfação.

 

4. Garanta um ambiente familiar positivo e seguro

A família deve ser para os mais pequenos um lugar seguro, um espaço em que se sentem protegidos e onde desenvolvem o sentimento de pertença.

Ao mesmo tempo, uma educação pelo afeto deve estar presente, para que a criança se sinta amada e querida tal qual ela é. Este aspeto é fundamental para a autoestima infantil se fortalecer.

 

5. Nunca faça comparações com outras crianças

Um aspeto que contribui negativamente para a autoestima infantil, é a comparação com outras crianças, sobretudo, quando é para rebaixar o próprio filho.

Não deve usar este tipo de estratégia para modelar ou condicionar algum comportamento ou expectativa pessoal. Só irá provocar na criança dúvidas quanto às próprias capacidades.

 

6. Não exponha ou envergonhe a criança à frente dos outros

Quando uma criança tem um comportamento desadequado ou errado, não deve corrigi-la à frente dos outros.

Há famílias que usam a estratégia de a envergonhar publicamente, com o objetivo que esse comportamento não seja reproduzido. Em vez disso, converse com o seu filho de forma particular, assinalando aquilo que está errado.

 

Se nota que o seu filho tem uma autoestima baixa, reflita sobre os fatores aqui referidos. Caso o problema persista, deve consultar um especialista na área da pedopsicologia. Subscreva o nosso blog para aceder a mais dicas sobre desenvolvimento infantil.

 


 

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