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Como fomentar uma boa relação entre crianças e tecnologia 

crianças e tecnologia

Nos últimos anos, a relação entre crianças e tecnologia tem vindo a ser reforçadaA dependência dos mais pequenos em relação aos meios digitais é cada vez maior, não só nos tempos livresmas também nos momentos educativos formais. 

A relação entre crianças e tecnologia é quase uma inevitabilidade. Muitas das tarefas do quotidiano dependem inteiramente desta ligação. Nesse sentido, a necessidade de apostar numa educação para os meios tecnológicos torna-se essencial. 

É, fundamentalmente, aos pais e às escolas qucabe fazer esse trabalho, estimulando uma utilização consciente destas ferramentas. Uma total dependência das diferentes formas de entretenimento digital por parte dos mais pequenos, compromete o seu bem-estar, sendo mesmo considerado pelas autoridades de proteção das crianças um fator de risco. 

 

Quais as vantagens de uma relação positiva entre crianças e tecnologia?

Sendo inevitável a presença das tecnologias na vida das crianças, é importante estimular a utilização consciente destes aparelhos. Nas escolas, isso é feito nas disciplinas de TIC, Educação para a Cidadania e, pontualmente, noutras matérias. 

Apesar desse trabalho ser feito na escola, de forma a complementá-lo, as famílias devem também envolver-se. É importante regular a utilização com regras claras e fomentar um uso consciente dos gadgets. Desse modo, vai criar condições para que as vantagens superem as desvantagens. 

Quando a relação entre crianças e tecnologia é positiva alcançam-se váriobenefícios: 

  • Acesso ao conhecimento  Este acesso a uma fonte de informação vasta é muito útil, não só para o percurso escolar, mas também para outros aspetos do quotidiano; 
  • Desenvolvimento de competências  É possível desenvolver competências fundamentais para o sucesso escolar e futuro através das novas tecnologias; 
  • Melhoria na comunicação  Embora as relações sociais tenham mais valor presencialmente, as crianças podem recorrer às tecnologias para manter e prolongar os laços que estabelecem com os outros; 
  • Desenvolvimento cognitivo  Algumas apps, jogos e outros programas digitais dão às crianças possibilidade de desenvolverem competências importantes, nomeadamente, na vertente cognitiva; 
  • Diversão  Quando a sua utilização é bem doseada, a tecnologia dá às crianças a possibilidade de se divertirem e passarem bons momentos de lazer, não só individualmente, como também em grupo. 

 

6 Dicas para estimular uma utilização responsável das tecnologias

No crescimento e desenvolvimento de uma criança deve-se aproveitar as mais-valias dos contextos em que esta interage. Em relação às novas tecnologias, o aproveitamento das suas vantagens só acontece se existir uma utilização responsável. 

Porém, para haver uma relação positiva entre crianças e tecnologia, é necessário que pais e educadores assumam uma postura atenta. Não devem ver nestes meios uma forma de entreter e se desresponsabilizar pelo acompanhamento dos mais pequenos. 

Fique com 6 dicas para tornar esta relação mais vantajosa e equilibrada. 

 

1. Não torne os gadgets numa “chupeta digital”

É bastante comum ver as famílias darem tablets ou telemóveis aos mais pequenos a fim de os entreter. Este comportamento acentua a dependência das crianças nas tecnologias, sendo, posteriormente, mais difícil limitar a utilização destes meios. 

 

2. Defina os momentos de lazer e de trabalho

Nos últimos tempos, a necessidade de as crianças usarem as novas tecnologias para trabalhos da escola tem aumentado. Desse modo, deve estipular regras que determinem os momentos de lazer e de trabalho.  

Quanto mais cedo perceberem que as ferramentas digitais não são apenas para diversão, mais responsável será a sua utilização. 

 

3. Estimule a autonomia

Mais do que definir regras, importa estimular na criança a autonomia necessária para não exagerar no uso dos meios digitais. Esse trabalho não é feito de um dia para o outro, implicando um esforço contínuo para transmitir os prós e os contras.  

Converse, esteja presente e, mais do que proibir, sugira alternativas ao uso destas ferramentas no que toca ao entretenimento. 

 

4. Mantenha o controlo

Estimular a autonomia nos mais pequenos não significa que deva diminuir o controlo. É importante os pais perceberem que tipo de relação existe entre crianças e tecnologia.  

supervisão deve ser proporcional à maturidade dos seus filhos, assim como à autonomia adquirida. Questione e verifique que tipo de ferramentas, aplicações e sites estes recorrem. 

 

5. Faça uso dos mecanismos de controlo parental

Há alguns softwares que permitem aos pais definir limites para a utilização dos dispositivos digitais e respetivas aplicações. Normalmente, estes programas monitorizam a atividade da criança nas tecnologias, sendo possível ajustar os limites e perceber se os miúdos passam demasiado tempo na internet ou se acedem a conteúdos inapropriados, por exemplo. 

 

6. Esteja atento às redes sociais

Grande parte das redes sociais não permitem usuários com menos de 13 anos. Contudo, há sempre forma de contornar essa confirmação de idade, colocando os mais novos em risco face aos perigos destes meios. 

Neste sentido, seja bastante rígido no uso e controlo das redes sociais, não permitindo que um filho sem a idade recomendada crie um perfil numas destas plataformasCaso tenha filhos adolescentes, mantenha o controlo e façaos entender os perigos e cuidados a ter nestas plataformas.  

 

Não se esqueça que, para estimular um equilíbrio entre crianças e tecnologia, deve assumir uma postura atenta e responsável.  

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