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Conflitos entre crianças: Porque surgem e como reagir 

conflitos entre crianças

Os conflitos entre crianças fazem parte do quotidiano dos mais pequenos, sobretudo, nas escolas. Muitas são as razões que originam estas situações e a sua gravidade varia. A intervenção de um adulto deve ter em conta o tipo de situação e a maturidade cognitiva dos envolvidos.

Os conflitos entre crianças fazem parte do processo de desenvolvimento e socialização infantil. Nos diferentes contextos, os mais pequenos estabelecem relações interpessoais com os seus pares, educadores e outros agentes. É natural que nestas interações surjam, algumas vezes, problemas.

Um conflito é, normalmente, uma disputa entre diferentes ideias, perspetivas, sentimentos ou interesses de duas ou mais partes, fruto das vivências dos indivíduos e da sua maturidade.

Ao contrário do que se possa pensar, estas situações são muito importantes para o desenvolvimento social e cognitivo das crianças. Permitem desenvolver competências relacionais, a maturidade emocional e o entendimento do mundo.

 

O desenvolvimento das crianças e os conflitos

 

Como já foi referido, as relações interpessoais estimulam o desenvolvimento infantil, sendo o conflito um aspeto importante desse processo. A idade é um referente orientador, que se baseia, sobretudo, na maturidade cognitiva, por sua vez influenciada pelos estímulos do meio.

Assim, abordaremos as diferentes fases do desenvolvimento e as prováveis origens dos conflitos entre crianças em cada uma delas.

 

  • Até aos 2 anos – O desenvolvimento psicossocial das crianças nestas idades baseia-se, sobretudo, na descoberta daquilo que asrodeia a partir dos sentidos e ações.

As suas interações assentam no uso dos sentidos e no grau de satisfação que isso representa. Desse modo, os bebés vão desenvolvendo a consciência do outro, no entanto ainda não formam opiniões sobre ele. O conflito surge pelas sensações negativas que o outro lhe possa infligir.

 

  • Dos 2 aos 7 anos– Esta fase é bastante propícia aos conflitos entre crianças. É um estágio do desenvolvimento que se caracteriza pelo egocentrismo e, por isso, dificilmente se gera empatia pelo outro.

Nesta etapa, os mais novos veem o mundo apenas pela sua perspetiva o que motiva bastantes disputas e birras com os pares, em relação a brinquedos, brincadeiras ou à atenção por parte dos adultos.

 

  • Dos 7 aos 10 anos– Os conflitos entre crianças destas idades acontecem quando já são capazes de discernir entre o certo e errado. Apesar de já conseguirem sentir empatia pelo outro, isso não as impede de impor as suas visões e exercer relações de poder.

Nesta fase, o sofrimento infligido ao outro pode ser considerado bullying, pois conseguem ter noção de quando infringem as regras.

 

  • A partir dos 11 anos– No período da pré-adolescência e adolescência, os jovens já são capazes de formular o pensamento abstrato. É a partir desta etapa que formulam opiniões, pontos de vista e realizam ações.

É um período de constante conflito não só com os pares, mas também com os adultos e consigo próprio. É uma fase de afirmação do “eu”, que origina o estabelecimento de relações de poder.

 

Como agir perante os conflitos entre crianças

 

Enquanto pais é, muitas vezes, difícil saber como agir perante um conflito entre crianças. Porém, há alguns cuidados a tomar quando o seu filho se queixa de ter estado envolvido numa briga com um colega de escola, com os irmãos ou noutro contexto, sobretudo no papel de vítima.

Desse modo, enunciamos algumas dicas para orientar sobre como agir nestas situações.

 

1. Questione a criança acerca do seu dia

É muito importante que converse com o seu filho acerca do seu dia. Há crianças que têm dificuldade em partilhar os seus problemas, sobretudo, quando têm a ver com conflitos.

Esta é uma forma de se conseguir aperceber das situações, evitando que tomem proporções mais graves.

 

2. Esteja atento a marcas físicas e mudanças de comportamento

Marcas físicas ou comportamentos fora do normal podem significar algum problema. Desse modo, se os verificar, fale de imediato com a criança ou questione na escola se aconteceu alguma situação fora do vulgar.

 

3. Nunca interpele outro pai ou criança

Quando há conflitos entre crianças, se for interpelar o pai ou até o outro miúdo, vai estar a acentuar o problema. De modo algum o deve fazer.

Tente sempre perceber através da escola toda a situação e, se for o caso, exija ao estabelecimento educativo que tome medidas apropriadas.

 

4. Aja sempre com moderação

Se o conflito entre crianças acontecer à sua frente, procure atuar com moderação. O ideal é criar condições para que elas próprias resolvam o problema.

Desse modo, assuma a posição de mediador, fazendo com que elas conversem, exponham os seus pontos de vista e tentem chegar a uma resolução pacífica.

 

5. Nunca menospreze os sentimentos da criança

Não desvalorize os sentimentos do seu filho, provocados por um conflito entre crianças. Mesmo considerando que é uma birra ou que não há razão para se sentir mal, tente perceber o que está na sua origem. A partir daí, fale com o seu filho e ajude-o a resolver a situação que lhe provoca esse mal-estar.

 

Os conflitos entre crianças fazem parte do processo de desenvolvimento psicossocial dos mais pequenos. Ao longo do seu crescimento, é normal que estas situações se verifiquem.

Para as famílias, o ideal é assumirem uma postura de mediação e estarem atentas aos sinais.

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