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O papel da orientação vocacional no futuro do seu filho

orientação vocacional

O final do 3º ciclo marca uma etapa muito importante no percurso educativo dos jovens. É no 9º ano que os alunos passam por um processo de orientação vocacional. Na entrada para o Secundário, é fundamental ter uma perspetiva relativamente ao futuro formativo e profissional a seguir.

Após o Ensino Básico, o aluno pode optar pelo Ensino Secundário, Profissional ou Artístico Especializado. Desse modo, uma orientação vocacional adequada permite-lhe encontrar o melhor percurso. No entanto, será sempre uma etapa de ansiedade e de dúvidas, o que é perfeitamente normal.

É importante sublinhar que as decisões tomadas não são vinculativas. Há sempre possibilidade de mudar de área ou curso. É natural que os jovens, ao longo do seu processo formativo, descubram novas competências e interesses.

 

Orientação vocacional: Quando e onde procurar?

 

O melhor momento para o seu filho frequentar ações de orientação vocacional é no final do 3º ciclo. Durante o Secundário, especialmente, antes da entrada no Ensino Universitário, estas ações são também recomendadas, caso existam muitas indecisões.

As escolas, normalmente, disponibilizam este tipo de acompanhamento, havendo profissionais e programas orientados para tal. Pode também procurar este serviço em clínicas ou centros pedagógicos. Nestes locais, a orientação vocacional poderá ser complementada com outros apoios psicopedagógicos, caso sejam necessários.

A orientação vocacional é, geralmente, dinamizada por um psicólogo. Neste processo, os professores e a família desempenham um papel muito importante de forma a orientar o aluno o melhor possível.

 

Em que consiste a orientação vocacional?

 

A complexidade da orientação vocacional varia de acordo com o aluno. Há vários fatores que influenciam este processo de análise. Expectativas individuais ou familiares, resultados escolares, experiências pessoais, maturidade do aluno ou contexto social são algumas dessas variáveis.

Ao profissional, cabe aplicar uma metodologia de modo a traçar um perfil do aluno e, desse modo, a orientá-lo da melhor maneira. Estas estratégias passam por atividades dinâmicas, testes, questionários e entrevistas individuais.

A duração desta avaliação varia de acordo com cada aluno. Normalmente, em 10 sessões, de 60 minutos, é possível alcançar o resultado da orientação vocacional do adolescente. Geralmente, este processo divide-se em 3 grandes momentos:

 

Avaliação individual

Esta etapa tem como principais objetivos avaliar o aluno e traçar um perfil individual. Através de diferentes dinâmicas vão ser avaliadas as suas vivências, as características e valores individuais, bem como as suas competências pessoais e principais interesses.

Este momento da orientação vocacional permite ao aluno obter o autoconhecimento necessário para avançar para as etapas seguintes. É uma fase crucial em todo o processo, pois é a base para orientar o adolescente adequadamente.

 

• Análise das áreas profissionais e cursos

Já com um perfil traçado, a fase seguinte é avaliar as áreas profissionais disponíveis e que se adequam às características do aluno. Sinalizando as áreas para as quais o adolescente estará mais vocacionado, avaliam-se os cursos e as formações disponíveis, quer sejam universitárias ou não.

Esta avaliação é realizada através de um processo crítico, de modo a identificar os prós e contras de cada uma das opções. Esta etapa pode envolver também visitas a instituições de ensino secundário e superior, bem como feiras de juventude, formação e emprego.

 

• Reflexão sobre os resultados

A etapa final do processo de orientação vocacional é uma reflexão final crítica sobre todo o procedimento. Ao mesmo tempo, pretende-se que o aluno desenvolva algumas competências pessoais, as chamadas soft skills, de modo a realizar uma escolha responsável e consciente relativamente ao seu futuro. O profissional tenta também perceber se o resultado obtido não deixa dúvidas ao aluno ou algum tipo de insegurança.

 

Como ajudar o seu filho neste processo?

 

O envolvimento da família nesta análise é muito importante. Apoiar o adolescente nesta fase de dúvidas e incertezas é fundamental para uma escolha certa em relação ao futuro.
Se o seu filho está no 9º ano e chegou o momento de fazer escolhas, fique com algumas dicas de como o pode ajudar.

1. Não imponha as suas expectativas ao adolescente

Ajudar o adolescente a decidir qual o melhor percurso formativo não significa impor áreas ou formações. Expressões do tipo “Gostava que fosses…” não ajudam o jovem a encontrar a sua vocação. As escolhas devem fazer sentido mediante aquilo que são as suas características pessoais e expectativas.

2. Leve-o a feiras de formação e emprego

Não cabe apenas às escolas proporcionar visitas a feiras de emprego e formação aos jovens. As famílias devem também ter essa responsabilidade, permitindo ao aluno explorar à sua vontade toda a oferta existente.

3. Proporcione contactos com pessoas de determinadas áreas

Se conhece alguém que seja de uma área que o seu filho tenha interesse em seguir, permita que ele possa obter mais informações com essa pessoa. É muito importante para os jovens conhecerem casos práticos sobre as profissões que pretendem seguir.

4. Fomente e ajude o adolescente na pesquisa

Na internet há alguns sites que podem ajudar o aluno na sua orientação vocacional. Em casa, pode estimulá-lo a consultar estas páginas e ajudá-lo nessa pesquisa.
www.acessoensinosuperior.pt 
https://www.dges.gov.pt/pt/sou_futuro_estudante
https://www.designthefuture.pt/
https://forum.pt/

 

Uma boa orientação vocacional é fundamental para um futuro de sucesso. Disponibilize ao seu filho todas as ferramentas para que faça uma escolha consciente e responsável. Na escola, procure apoio a este nível, pois vai encontrar profissionais habilitados para tal.

 

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