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5 Dicas para gerir e afastar as más companhias dos seus filhos

más companhias

Uma das maiores preocupações dos pais é evitar que os filhos convivam com más companhias. Na infância e adolescência, há maior suscetibilidade para seguir determinados modelos cuja influência pode ser negativa. Contudo, os pais devem ter cuidado para evitar rotular com base em preconceitos, sobretudo em relação ao aspeto físico, resultados escolares ou meio familiar.

Considerar colegas ou amigos do seu filho como más companhias pode resultar de um juízo de valor, com conclusões nem sempre justas ou acertadas. Muitas vezes, nascem conflitos familiares entre pais e filhos devido a estas questões.

Nos dias de hoje, é muito difícil controlar os contextos em que a criança ou adolescente interage, especialmente nas redes sociais. Algumas famílias adotam um comportamento mais controlador e outras uma postura mais permissiva.

 

Como reagir perante as más companhias dos seus filhos?

 

Mais do que evitar as más companhias, os pais devem garantir aos filhos o desenvolvimento de princípios e valores que os impeçam de seguir por caminhos pouco corretos. É impossível para um pai ou mãe acompanhar a criança ou adolescente permanentemente e essas ferramentas podem transmitir mais segurança aos progenitores.

O essencial é criar condições que evitem o afastamento dos filhos. Uma relação familiar próxima é determinante para que a criança ou adolescente desenvolva relações sociais saudáveis. É importante trabalhar nos mais novos a autonomia necessária para que consigam discernir o que está certo e errado.

 

5 Conselhos para gerir as companhias dos seus filhos

 

1. Não faça juízos de valor

Não deve fazer juízos de valor sobre os amigos dos seus filhos sem procurar conhecê-los profundamente. Muitas vezes, os pais rotulam alguns deles como “más companhias” sem terem um fundamento relevante para isso. Partem frequentemente das próprias representações e preconceitos, através de uma perspetiva mais pessoal em relação à realidade, e tiram conclusões erradas.

As tendências e as modas das crianças e adolescentes mudam a um ritmo muito elevado, resultando em linguagens e hábitos próprios da idade. Desse modo, não se precipite em qualificar algum colega do seu filho sem ter a possibilidade de o conhecer melhor.

 

2. Aborde temas importantes

No sentido de dar aos mais novos a autonomia necessária para distinguir entre o que é certo e errado, é determinante debater certos assuntos em casa. Há alguns temas que para muitas famílias são tabu, havendo pouca discussão sobre os mesmos. As drogas, a sexualidade ou o bullying, por exemplo, são temáticas que deve ir abordando em família.

O conhecimento sobre estes e outros assuntos permite aos jovens estarem mais preparados para os riscos associados. Procure esclarecer dúvidas que os seus filhos tenham e não evite essas questões.

 

3. Respeite a privacidade da criança

Levar a desconfiança ao extremo é um erro que muitos pais cometem, vasculhando a intimidade dos filhos. A confiança para partilhar situações delicadas com os progenitores tende a diminuir com esta conduta.

Estar atento aos comportamentos da criança ou adolescente é algo que deve fazer, mas sem invadir a sua privacidade. Consultar mensagens privadas, redes sociais ou contactar com os amigos sem um motivo plausível pode ter efeitos negativos na relação com os seus filhos. Só o deve fazer em situações excecionais, quando tiver indícios suficientes de que as más companhias ou outras questões os possam colocar em perigo.

 

4. Abra a sua casa aos amigos dos seus filhos

O maior medo dos pais relativamente às más companhias é que os filhos façam algo perigoso em resultado dessas más influências. Uma das formas de conhecer os amigos das crianças ou adolescentes é dar-lhes a possibilidade de virem a sua casa, com os devidos cuidados e respeitando as normas de segurança em período de pandemia.

Nesses momentos terá a oportunidade de ficar a conhecê-los melhor sem ser necessário adotar uma postura invasiva relativamente à vida dos seus filhos. Se chegar à conclusão de que determinados colegas são verdadeiramente más companhias, então deverá agir da forma mais adequada.

 

5. Seja compreensivo

Especialmente na adolescência, o desejo de desafios e de experimentar coisas novas é grande. Esta é uma fase de descobertas e de mudanças. Adotar comportamentos divergentes daqueles que tinham na infância faz parte do processo de desenvolvimento social.

Muitas vezes, os pais não percebem as alterações por que os adolescentes passam e associam esta postura às más companhias. É importante compreender esta etapa do crescimento, oferecendo aos jovens espaço e abertura ao diálogo.

 

Tem outras dúvidas relativamente ao desenvolvimento social do seu filho? Quer estar preparado para essas mudanças? Subscreva o nosso blog para ter acesso a mais conteúdos sobre infância e adolescência.

 

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