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Que papel terá o ensino à distância na escola do futuro?

ensino à distância

A pandemia provocada pela COVID-19 trouxe um novo desafio às escolas. No passado ano letivo, com a impossibilidade de abrirem portas, o ensino à distância foi a solução encontrada para prosseguir o trabalho escolar com os alunos.

Esta rápida mudança obrigou as escolas a reorganizarem-se num curto espaço de tempo. Até então, o ensino à distância era uma vertente pouco explorada no Sistema Educativo Português. A preparação, quer a nível humano quer tecnológico, era deficiente, o que em muitos casos tornou a adaptação difícil.

Porém, garantir a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos era imperativo. Esta foi, sem dúvida, a melhor alternativa face aos constrangimentos provocados pela pandemia.

 

Dificuldades da implementação do ensino à distância

 

Com o fim das aulas presenciais, no 2º período, muitas eram as dúvidas relativamente ao ensino à distância. Escolas, alunos e famílias depararam-se com problemas que poderiam dificultar o processo ensino/aprendizagem. Contudo, de um modo geral, as dificuldades foram sendo ultrapassadas ao longo do 3º período. Entre elas, destacaram-se:

  • Adaptação dos planos curriculares ao ensino à distância num curto espaço de tempo;
  • Falta de equipamento informático adequado aos alunos;
  • Deficiente acesso à Internet em algumas zonas do país;
  • Dificuldades dos pais em teletrabalho em acompanhar os filhos no ensino à distância;
  • Adaptação dos alunos e professores às novas metodologias.

 

Potencialidades do ensino à distância

 

Inevitavelmente, as novas tecnologias acompanham o desenvolvimento dos mais novos. Apesar de existirem alguns contras, a verdade é que, com uma utilização consciente, estas ajudam a desenvolver competências fundamentais para o futuro das crianças. O ensino à distância permitiu explorar mais essa vertente.

As profissões do futuro necessitarão de trabalhadores digitalmente competentes. Muito provavelmente, os empregos de amanhã exigirão das pessoas mais autonomia e flexibilidade, algo que a COVID-19 trouxe às diferentes dimensões sociais, nomeadamente à escola e aos seus alunos.

Desse modo, embora tenha exigido um esforço muito grande às escolas, alunos e famílias, o resultado foi, na generalidade, positivo. Descobriram-se novos caminhos e metodologias distintas que podem ser mais-valias no processo ensino/aprendizagem do futuro. Além disso, outras vantagens sobressaíram do ensino à distância:

  • Clarificou a necessidade em se investir mais em ferramentas informáticas nas escolas e na formação digital de todos os agentes educativos;
  • Permitiu desenvolver competências informáticas nos alunos e professores;
  • Estimulou a autonomia dos alunos relativamente ao estudo e aos trabalhos escolares;
  • Construiu uma nova relação pedagógica entre alunos e professores;
  • Tornou a democratização do acesso às novas tecnologias uma prioridade.

 

Estaremos hoje perante a escola do futuro?

 

O ensino à distância trouxe para a esfera pública o debate em relação às metodologias pedagógicas. Para muitos, este modelo assumido pelas escolas nos últimos meses é um esboço da escola do futuro.

De facto, o processo ensino/aprendizagem terá de passar obrigatoriamente por um investimento na componente tecnológica e digital. Tudo isso implicará uma reformulação dos currículos escolares, bem como uma adaptação das metodologias pedagógicas.

As vantagens já referidas demonstram a mais-valia que o ensino à distância pode significar no sucesso educativo dos alunos. Esta forma de educar tem potencial para estimular a autonomia e criatividade, competências fundamentais no desenvolvimento das crianças e jovens. Mas substituirá o ensino presencial?

 

Qual o papel do ensino à distância na educação do futuro?

 

Num novo paradigma educativo, o ensino à distância terá o seu lugar. Todo o desenvolvimento tecnológico e organização social assim determinam. Contudo, esta forma de ensino poderá consubstanciar-se como um complemento à educação presencial.

Sem uma relação próxima entre aluno e professor, as aprendizagens efetivas são dificultadas. Uma educação desligada da realidade e vivências de cada um não tem o mesmo significado. Desse modo, o ensino à distância poderá surgir como um método para estimular o trabalho autónomo do aluno, reduzindo, talvez, o número de horas presenciais. Quando devidamente orientado, poderá servir como um meio de exploração, abarcando, preferencialmente, a transdisciplinaridade.

 

Na sua missão educativa, o Externato Champagnat tem vindo a adaptar as suas metodologias pedagógicas ao desenvolvimento tecnológico. Já antes da pandemia utilizava diferentes plataformas como o Moodle, Microsoft Teams e Escola Virtual, de modo a manter o contacto com os seus alunos para além do trabalho presencial.

Este tipo de atividade já não era novidade para os nossos alunos e professores, o que facilitou o trabalho pedagógico no Externato nesta altura desafiante.

 

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