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Varicela: Tudo o que precisa de saber sobre esta infeção viral

varicela

A varicela é um dos problemas de saúde mais comuns na infância. Esta infeção é bastante contagiosa, por isso a probabilidade de a contrair aumenta consideravelmente quando os mais pequenos entram na escola.

Trata-se de uma infeção viral provocada pelo vírus Herpes varicella zoster. O período de incubação, desde que a criança é infetada até à manifestação dos sintomas, pode ir até aos 20 dias.

Um dos fatores que contribui para facilitar a transmissão da varicela é precisamente o facto de não se manifestar de imediato. O período de contágio surge 1 ou 2 dias antes de as borbulhas aparecerem. Desse modo, nas brincadeiras e no contacto diário, as crianças acabam por estar expostas ao vírus sem o saberem.

 

Como se transmite a varicela?

 

A forma mais comum de contágio é através da saliva proveniente de tosse, espirros ou fala de uma pessoa contaminada. O contacto direto com as borbulhas é outro dos fatores de risco para se contrair o vírus.

No caso das crianças, estes riscos aumentam consideravelmente, pois há maior contacto interpessoal. O recomendado é isolar de imediato o pequeno que tem a doença para diminuir a probabilidade de contágio dos restantes.

 

Quais os principais sintomas da infeção?

 

Normalmente, a gravidade da varicela nas crianças em idade escolar é reduzida. A infeção costuma ser mais aguda nos recém-nascidos, adolescentes e adultos. Se desconfia que o seu filho contraiu a doença, saiba que os sintomas mais comuns são os seguintes:

  • Febre, embora ligeira;
  • Dor de cabeça e mal-estar geral;
  • Erupções na pele causadoras de comichão e desconforto. Têm início no tronco e na cabeça, mas podem proliferar por todo o corpo;
  • Falta de apetite.

 

5 Passos para tratar a varicela

 

A partir do momento em que identifica estes sintomas na criança, a probabilidade de se tratar de varicela é grande. Desse modo, siga estes passos para uma cura mais rápida, sem mazelas e reduzindo ao mínimo a probabilidade de contágio.

 

1. Leve a criança ao médico

Logo que identificar uma sintomatologia congruente com a varicela, o primeiro passo é levar a criança ao médico. Não a leve para a creche ou infantário com estes sintomas, pois estará a pôr em risco o seu bem-estar e o dos outros. Normalmente, o diagnóstico é rápido e não são necessários exames laboratoriais.

 

2. Siga cuidadosamente as orientações médicas

O tratamento deste vírus passa somente pelo alívio e controlo dos sintomas. A terapêutica mais comum é o uso de analgésicos para as dores e febre. Deve evitar-se a toma de salicilatos (como a Aspirina) devido ao risco de a criança desenvolver o Síndrome de Reye, que causa inflamação do cérebro e perda da função hepática.

 

3. Acompanhe a criança no tratamento

O repouso é fundamental para a recuperação plena da criança. Este processo implica o acompanhamento dos pais, de modo salvaguardar o seu conforto.

Raramente a recuperação ultrapassa as duas semanas, mas é importante que seja o médico a garantir o total restabelecimento do doente. É fundamental também confirmar que a fase de contágio foi ultrapassada.

 

4. Tenha atenção às borbulhas

Uma das complicações inerentes à varicela são as lesões remanescentes na pele. Para a criança, o prurido intenso é extremamente desconfortável, levando-a a coçar as borbulhas. É importante garantir que não são provocadas feridas, já que estas podem originar infeções bacterianas na pele.

Há alguns truques que minimizam o prurido e os riscos associados às borbulhas da varicela:

  • Dar banhos regulares com água morna durante o dia;
  • Vestir a criança com roupas leves e macias;
  • Cortar as unhas para evitar lesões e feridas quando o pequeno se coçar;
  • Calçar luvas à criança durante a noite;
  • Aplicar produtos que contenham calamina nas áreas afetadas, para aliviar a comichão.

 

5. Não antecipe a ida à escola

Tanto para a criança como para os colegas, é muito importante não antecipar a ida à escola, sobretudo se ainda estiver no período de contágio. Espere até que o seu filho fique totalmente restabelecido da doença e recupere o seu bem-estar. Assim, vai evitar contagiar as outras crianças.

 

Como prevenir o contágio?

 

A prevenção da varicela passa por evitar o contacto com crianças ou pessoas infetadas com o vírus. Contudo, como a fase de contágio tem início antes do aparecimento da sintomatologia, esta é uma tarefa difícil.

Vale a pena, porém, referir que a varicela não é encarada como uma infeção grave na infância e que só se contrai uma vez na vida. Portanto, se o seu filho já foi infetado pelo vírus no passado, não voltará a ser.

A vacinação é uma das formas de prevenção. No entanto, apenas garante que a doença surge com menos gravidade, sendo mais recomendada para adolescentes e adultos que nunca tiveram a doença.

A vacina da varicela não faz parte do Programa Nacional de Vacinação, mas pode ser adquirida através de prescrição médica.

 

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