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6 Dicas para ajudar os filhos a lidar com o divórcio dos pais

lidar com o divórcio dos pais

As separações entre casais são muito comuns hoje em dia. Segundo dados do INE, em 2018, houve 58 divórcios por cada 100 casamentos. Por vezes, os processos de separação são difíceis, especialmente quando há filhos. Para eles, saber lidar com o divórcio dos pais é muitas vezes uma tarefa complicada.

Vários estudos comprovam que as separações têm impactos negativos no bem-estar das crianças e adolescentes. O absentismo parental de um dos progenitores e o conflito familiar são duas dimensões que tornam complicado para um filho lidar com o divórcio dos pais.

No entanto, por vezes, a separação entre o pai e a mãe é um mal menor. Há também consequências negativas quando o casal vive em conjunto mas em conflito permanente. Desse modo, a interpretação deste fenómeno social não é linear, havendo múltiplos fatores a considerar.

 

As consequências de uma separação

 

Para um casal, é dececionante constatar que a relação não deu certo, especialmente quando há filhos envolvidos. Estes costumam ser um fator que origina alguma apreensão nestes processos.

Em muitos casos, a existência de filhos tende a adiar a separação, sendo estes vistos como a possível salvação da relação. Noutras situações, são usados como “armas de arremesso” no conflito entre os membros do casal. Independentemente da idade dos descendentes, as consequências de um divórcio são sempre preocupantes.

Na infância, compreender uma separação é difícil, sendo complicado para as crianças lidar com o divórcio dos pais. Os impactos normalmente ocorrem face ao afastamento de um dos progenitores, o que origina tristeza e incompreensão.

Os adolescentes lidam com a situação de forma diferente. Embora compreendam o fenómeno, problemas comportamentais podem advir dessa situação. Estudos revelam que o rendimento escolar é afetado, havendo problemas no relacionamento com os outros numa fase inicial. Em casos mais extremos, surgem comportamentos antissociais e de risco para o adolescente.

 

6 Conselhos para ajudar os miúdos a lidar com o divórcio dos pais

 

1. Converse com eles relativamente ao divórcio

Se o casal chegou à conclusão de que a melhor alternativa é a separação, deve conversar com os filhos. Sejam quais forem as razões, é importante zelar pelo superior interesse da criança ou adolescente.

Na conversa, de preferência em conjunto, deve ficar clara a mudança familiar que irá ocorrer. Evite discussões nesse momento, demonstrando total harmonia relativamente ao futuro, para assim ajudar o seu filho a lidar com o divórcio dos pais.

 

2. Não permita o corte com um dos progenitores

Uma das situações mais problemáticas para os filhos é o corte de relações com o pai ou a mãe. Quando a ligação com ambos os progenitores é saudável, essa ausência só irá acentuar o sofrimento decorrente da separação.

Ponha o conflito de lado, criando condições para que a criança ou adolescente possa conviver com ambos os pais. Não fomente o rancor para com o outro progenitor. Determinem horários e partilhem a guarda dos filhos, se possível sem serem os tribunais a impor.

 

3. Mantenha uma relação cordial com o outro progenitor

Uma das maiores preocupações dos filhos de pais separados é não sentirem o mínimo de cordialidade entre ambos. Isto dificulta a forma como os menores lidam com o divórcio dos pais.

Evite disputas, conflitos e discussões em frente à criança ou adolescente. Estas situações são por vezes usadas pelos descendentes para retirarem vantagens, acentuando ainda mais o conflito.

 

4. Dedique-se à relação com o seu filho

Independentemente de ficar com a guarda de um filho ou não, é importante dedicar-se a ele. É fundamental que as decisões relativamente aos filhos sejam tomadas por ambos os progenitores. A preocupação com o quotidiano das crianças deve manter-se para minimizar o distanciamento.

 

5. Tente manter as rotinas

Um dos truques para um filho lidar com o divórcio dos pais de forma positiva é não quebrar abruptamente as suas rotinas diárias. Grandes mudanças implicam mais tempo de adaptação que, aliada à fragilidade decorrente do afastamento de um dos pais, significa mais um fator desestabilizador.

 

6. Procure um terapeuta familiar

Se o conflito entre os pais se prolongar após a separação, ou se a criança não estiver a lidar com o divórcio dos pais da melhor forma, pode ser necessária ajuda profissional. Nestes casos, um terapeuta familiar (normalmente um psicólogo) pode dar um importante apoio. Estes profissionais orientam a família no sentido de criar as melhores condições para o bem-estar de todos.

 

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