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Estereótipos de género: Como educar sem preconceito?

esteriótipos de género

Numa educação que se baseie nos pressupostos da igualdade de oportunidades para todos, os estereótipos de género não cabem. Educar sem preconceito é determinante para promover uma educação inclusiva e não discriminatória.

O género ainda é um fator promotor de desigualdades na escola e em casa, o que acaba por se repercutir no quotidiano. Ainda assim, nos dias que correm, as questões em torno dos estereótipos merecem maior atenção, tanto dos pais e educadores como dos legisladores.

 

6 Comportamentos baseados em estereótipos de género

 

Sexo e género são conceitos distintos. O primeiro (corpo biológico) diz respeito às características biológicas de cada indivíduo. Já o segundo conceito (corpo social) é uma construção social elaborada a partir de normas e significados sociais dominantes que se constroem num determinado contexto.

Muitos dos estereótipos de género surgem a partir desta construção social. Nas diferentes sociedades, podem ter maior ou menor expressão, mas existem sempre. Comportamentos discriminatórios nascem a partir da reprodução de normas socialmente aceites pela maioria.

Implicitamente ou explicitamente, os comportamentos tendem a reproduzir-se. A educação tem um papel fundamental neste processo, no sentido de tentar esbater os estereótipos de género.

Educar sem preconceito deve ser a missão da escola e de todos os agentes educativos. Conheça agora 6 comportamentos que reproduzem os estereótipos de género existentes na sociedade.

 

1. Considerar que há brincadeiras de menino e de menina

Uma das atitudes que parte dos estereótipos de género é considerar que há brincadeiras de rapazes e raparigas. Este é um erro muito comum, que acontece tanto na escola como em casa.

Este tipo de comportamento cria rótulos relativamente aos pequenos que fazem brincadeiras que são, segundo as normas, desadequadas para si. Todos devem ter o direito de brincar sem qualquer discriminação, de acordo com as suas motivações e interesses.

 

2. Discriminar quem não segue a norma

Muitas vezes, a reação perante quem não segue as normas estabelecidas é discriminar. Pôr o indivíduo de parte ou penalizá-lo de alguma forma são respostas discriminatórias. Com as crianças passa-se exatamente o mesmo, inclusivamente em espaços educativos. Para uma educação sem preconceito, todos devem ser integrados e aceites tal como são.

 

3. Classificar quem foge à norma

Quando um menino ou uma menina não realiza atividades de acordo com o seu género, é muitas vezes apelidado. Por exemplo, se uma rapariga joga futebol ou prefere brincar com rapazes, é denominada de “Maria rapaz”. O contrário também acontece com os meninos quando não têm os interesses tidos como “normais”. Tudo isto são atitudes discriminatórias para com as crianças, tendo como base os estereótipos de género.

 

4. Desigualdade de oportunidades

Não garantir as mesmas oportunidades de sucesso tendo por base o sexo é uma forma de discriminação. Segunda a Lei de Bases do Sistema Educativo, todas as crianças, independentemente da sua raça, sexo, religião ou condição socioeconómica, devem ter as mesmas oportunidades. Desse modo, à escola cabe criar as condições para educar sem preconceito.

 

5. A linguagem como veículo de reprodução de estereótipos

A linguagem escolar veicula alguns estereótipos de género. Nos manuais escolares ainda estão presentes narrativas discriminatórias. Os exemplos da participação social da mulher e do homem são muitas vezes a reprodução de papéis idênticos à sociedade tradicional (mulher cuidadora/homem chefe de família). Trabalhar os valores sociais num sentido divergente destes pressupostos é uma tarefa árdua para a escola.

 

6. Orientação curricular mediante o género

Apesar de nos últimos anos esta tendência se vir esbatendo, ainda é bastante comum orientar os alunos e as alunas para diferentes áreas de conhecimento. Socialmente, há a ideia de que certos setores profissionais são mais adequados a homens ou mulheres. Ao longo do percurso educativo, esses pressupostos são muitas vezes reproduzidos, acabando por resultar numa desigualdade de oportunidades. Para uma escola sem estereótipos de género, é algo que os agentes educativos devem ter em consideração.

 

A construção de uma sociedade mais justa e com as mesmas oportunidades exige que muitos comportamentos e atitudes discriminatórios acabem. A escola tem um papel determinante no processo de eliminação de estereótipos.

 

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