Ciberbullying: Conheça as Ameaças para Crianças e Jovens!

ciberbullying

O ciberbullying é um fenómeno social bastante preocupante que tem vindo a ganhar grande relevância nos últimos tempos. Devido ao crescente número de utilizadores, o mundo online tornou-se um espaço no qual as pessoas sofrem diferentes tipos de violência.

Segundo estudos da União Europeia, os adolescentes são o grupo etário mais exposto ao ciberbullying. Embora haja variações nas idades, em Portugal, tal como em outros estados europeus, é entre os 11 e os 14 anos que se encontra o maior número de vítimas.

Porém, esta é uma forma de bullying difícil de combater, porque o agressor ter maior facilidade em esconder-se. Além disso, pode atingir a vítima em qualquer momento ou local. A agressão centra-se essencialmente no ataque verbal e psicoemocional, através da humilhação, perseguição, ameaça ou intimidação online.

 

6 Formas de ciberbullying a que devemos estar atentos

O ciberbullying que tem como alvo crianças e adolescentes pode ocorrer de diferentes formas. A violência online contra este grupo etário tem as suas particularidades. Assim, as consequências variam de acordo com o tipo de agressão e as características psicoemocionais da vítima.

 

1. Roubo de identidade

É bastante comum alguém tomar a identidade de outra pessoa através das redes sociais. Isto acontece porque, às vezes, as crianças e adolescentes não adotam os cuidados necessários para protegerem passwords. Não fazer logout das suas contas em computadores públicos é um erro frequente.

Os telemóveis são outra forma de um bully aceder às contas da vítima. Os adolescentes, às vezes, facilitam na proteção do seu aparelho móvel, deixando que outros acedam às redes sociais, bem como aos conteúdos lá guardados.

Nestes casos, geralmente, o agressor faz-se passar pela vítima, partilhando informações embaraçosas e até chantageando-a. Pode haver uma intenção de ofender e prejudicar a vítima ou tratar-se apenas uma brincadeira de mau-gosto.

 

2. Partilha de fotos ou vídeos

A partilha de fotos e vídeos é muito comum entre os adolescentes. Às vezes, são partilhados conteúdos que o autor não quer ver distribuídos publicamente. Esses materiais são expostos sem consentimento, tendo como objetivo principal a humilhação da vítima.

Esta forma de ciberbullying tem consequências bastante negativas para a vítima, nomeadamente, na autoestima. Os conteúdos partilhados podem ser de diversos tipos, inclusivamente de caráter físico e sexual.

 

3. Ameaças via redes sociais

As redes sociais podem ser um canal de ameaças e ofensas a uma vítima. Esta é, com efeito, uma das formas mais comuns de ciberbullying.

Por algum motivo, a vítima torna-se alvo de insultos, humilhações e chantagem, quer através de mensagens, quer através de publicações em redes sociais ou blogs. O agressor tem a possibilidade de se esconder atrás de perfis falsos, omitindo a sua identidade. Dessa forma, acaba por ser mais difícil impedir os ataques.

 

4. Exclusão online

É bastante comum os jovens criarem grupos de amigos online, onde incluem colegas de turma ou pessoas de outros contextos em que estejam inseridos. Uma das formas de ciberbullying é excluir determinada criança ou adolescente desses grupos, causando-lhe sentimentos de rejeição.

 

5. Divulgação de conteúdo violento

Regularmente, nos meios de comunicação, são noticiadas situações de bullying que foram filmadas e publicadas online. A humilhação à vítima é tornada pública, tendo sérias consequências a nível psicológico e emocional. Nestes casos, que podem ser considerados ciberbullying, a criança ou jovem é violentada física e psicologicamente.

 

6. Manipulação através de desafios online

Os desafios online que visam incentivar as crianças e jovens a atentarem contra a sua integridade são também uma realidade. O mais mediático foi o Baleia Azul, que levou ao suicídio e à automutilação de alguns adolescentes.

Porém, existem outros desafios de maior ou menor escala que levam os jovens a desenvolverem comportamentos negativos e até autodestrutivos.

 

O ciberbullying é um dos problemas emergentes na infância e adolescência. Para pais e educadores em geral, é um desafio combatê-lo.

Com o crescente aparecimento das ferramentas tecnológicas e, sendo as crianças e adolescentes os maiores “consumidores”, é fundamental planear estratégias para minimizar os riscos. Nesse sentido, a melhor forma de combater este tipo de bullying é sensibilizar os jovens para os perigos do mundo online.

 

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