Gritar com os filhos: 10 Dicas para evitar este comportamento

gritar com os filhos

Gritar com os filhos é uma reação natural dos pais em momentos de ansiedade. Contudo, é uma conduta negativa para o desenvolvimento das crianças, pelo que deve ser evitada.

Às vezes, face aos comportamentos reprováveis das crianças, os pais reagem de forma mais ríspida. Essas reações passam frequentemente por gritar com os filhos, ralhar ou, numa situação mais extrema, resolver a situação à palmada.

Contudo, é importante que os pais perceberem que são os principais modelos dos mais pequenos. As atitudes que tomam têm um impacto significativo no seu desenvolvimento cognitivo e social. Desse modo, gritar com os filhos não constitui uma boa prática educativa, pelo que deve ser evitada. Uma educação assertiva legitima muito mais o papel parental, proporcionando um desenvolvimento saudável da criança.

 

10 Dicas para não gritar com os filhos

Alguns comportamentos tiram os pais do sério. Às vezes, os pequenos testam a paciência dos progenitores através da teimosia, das birras e de atitudes erradas e repetidas. Mas, porque são apenas crianças, cabe aos adultos corrigir as situações sem perder o controlo.

Damos-lhe 10 estratégias pedagógicas que o ajudarão a não gritar com os filhos.

 

  1. Defina regras

Na relação entre pais e filhos, é fundamental definir regras. As mesmas devem ser claras, sendo que cabe aos adultos certificar-se de que são cumpridas.

Por exemplo, não é correto permitir que a criança tenha determinado comportamento hoje, mas castigá-la por agir da mesma forma amanhã. Tal revela falta de coerência e pode originar confusão e revolta nos mais pequenos.

 

  1. Procure a harmonia parental

A forma como o pai e a mãe reagem às atitudes dos filhos deve ser idêntica e harmonizada. A coerência é fundamental para um clima positivo entre todos.

As regras devem ser combinadas em conjunto. Não é benéfico para a família que um dos progenitores seja mais ou menos benevolente do que o outro.

 

  1. Treine o autocontrolo

Às vezes, os pais reagem de forma intempestiva a determinados comportamentos das crianças. A reação imediata é gritar com os filhos ou até castiga-los. Assim, o autocontrolo é fundamental para não tomar decisões precipitadas, que originarão arrependimento.

 

  1. Avalie a situação antes de agir

Numa atitude de autocontrolo, avalie o motivo que levou a criança a ter determinado comportamento. Antes de a punir, tente perceber o contexto em que a asneira surgiu. A partir daí, pode pensar na melhor forma de corrigir a situação, seja através do castigo ou até de uma simples conversa.

 

  1. Reforce os comportamentos positivos

Uma forma de evitar atitudes negativas das crianças é reforçar os comportamentos positivos. Como tal, deve dar mais relevância àquilo que o seu filho faz de bom. Use palavras ou gestos de afeto.

 

  1. Corrija o mau comportamento

O castigo ou penalização perante um mau comportamento deve ser bem ponderado e adequado à idade da criança. Representa uma forma de a mesma reconhecer que errou e permite-lhe compreender que as atitudes têm consequências. Estas podem passar por retirar algum privilégio ou acrescentar alguma tarefa doméstica, por exemplo.

 

  1. Reconheça à criança que também comete erros

A base de uma boa relação pais-filhos é o diálogo. É natural que às vezes se exceda na forma como castiga ou grita com a criança. Quando tal acontece, é importante reconhecer que errou e pedir desculpa, explicando o porquê da situação.

 

  1. Ralhe, mas sem gritar

Dar um ralhete no momento certo é saudável para o crescimento das crianças. No entanto, tal não deve ser feito aos berros, para não provocar sentimentos como nervosismo, ansiedade e até medo. É importante saber ralhar com um discurso firme e bem fundamentado, evitando gritar com os filhos.

 

  1. Transmita tranquilidade

Uma estratégia para manter as situações sob controlo é transmitir tranquilidade à criança. Para isso, deve manter sempre um discurso calmo, com um tom de voz normal, mas assertivo. Gritar com os filhos provocará um efeito “bola de neve” e intensificará o problema.

 

  1. Procure ajuda

Se sente que tem dificuldade em controlar a maneira como reage a determinadas situações, deve procurar o apoio de um profissional. Dessa forma, evita que o estado de stress e ansiedade seja transmitido à criança.

 

Uma boa relação familiar é fundamental para o desenvolvimento das crianças. Nesse sentido, não gritar com os filhos é fulcral, pois permite aos mais pequenos criar boas memórias da infância e do relacionamento com os pais.

 

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