O Primeiro telemóvel: Saiba quando deve dá-lo ao seu filho!

Primeiro Telemóvel

O primeiro telemóvel das crianças ou adolescentes gera algumas preocupações nos pais. Contudo, mais cedo ou mais tarde, a questão revela-se incontornável.

Tornou-se norma estarmos sempre em contacto e podermos comunicar de forma instantânea. Os telemóveis são o instrumento que possibilita toda esta interação. Estar sempre contactável é, precisamente, a principal razão pela qual os pais ponderam dar um telemóvel aos filhos. Pretendem ter facilidade em conversar diretamente com eles ao longo do dia. Tanto para saber como estão, como para dar alguma instrução direta, em vez de contactar a escola e deixar um recado.

Contudo, dar o primeiro telemóvel ao seu filho significa abrir uma porta que nunca mais se voltará a fechar. Por um lado, este não ficará apenas contactável para si. Por outro, o uso do smartphone propicia o acesso diário à internet e a uma vasta panóplia de aplicações.

Das redes sociais aos jogos, passando pelo consumo de conteúdos, são muitos os aspetos que deve ter em conta. Se está a ponderar dar o primeiro telemóvel ao seu filho, leia as nossas dicas para implementar uma utilização adequada deste dispositivo.

 

7 Questões frequentes sobre o primeiro telemóvel das crianças

  1. Qual a idade ideal para dar o primeiro telemóvel ao meu filho?

Na sua generalidade, os pediatras concordam que não existe uma idade certa para dar o primeiro telemóvel a uma criança. Tal dependerá de fatores como a sua maturidade e responsabilidade.

Contudo, um estudo realizado em 2015 pelo FAQtos – um projeto do Instituto Superior Técnico e do INOV INESC Inovação – revelou que, em Portugal, 65% das crianças tem o primeiro telemóvel entre os 10 e os 12 anos.

  1. Por que motivos devo dar um telemóvel ao meu filho?

Cada pai/mãe pode ter as suas próprias motivações. Contudo, aquilo que é defendido pelos especialistas é que o telemóvel deve ser facultado aos filhos como forma de suprimir necessidades de comunicação em contextos específicos.

Em primeira instância, deve avaliar se há, de facto, necessidade de o seu filho passar a ter telemóvel. Vai para a escola de metro ou autocarro? Tem atividades extracurriculares que o obriguem a estar muito tempo longe de si? Vai de férias e precisa de estar contactável? Estas questões são apenas alguns exemplos. Cabe a si formular as suas próprias perguntas.

  1. Como posso regrar a utilização que o meu filho vai fazer do telemóvel?

É importante educar o seu filho para que faça um uso regrado do telemóvel. Recorde-se que, tal como em qualquer outro tema, a melhor forma de educar é dar o exemplo. Como tal, os pais dificilmente conseguirão impor horários e locais de utilização se eles próprios fizerem uma utilização excessiva dos dispositivos móveis.

Defina regras claras: o uso do telemóvel deve ser interditado, por exemplo, à hora das refeições, nos períodos de estudo e nas alturas dedicadas à prática de desporto ou lazer ao ar livre. Para ser bem-sucedido, garanta que você mesmo não utiliza o telemóvel nestes momentos.

Para além de dar o exemplo, assegure que dedica a devida atenção aos seus filhos, para que estes tenham um desenvolvimento cognitivo normal e uma autoestima reforçada.

  1. O primeiro telemóvel do meu filho deve ter acesso à internet?

Avalie esta questão tendo em conta a idade do seu filho e as funcionalidades, aplicações e conteúdos a que o mesmo ficará exposto se tiver acesso à internet.

Este é um serviço imprescindível no dia-a-dia de todos nós, de uma forma geral. No que toca às crianças em particular, não tem apenas potencialidades negativas. Pode ser igualmente útil em muitas situações.

Se optar por permitir o acesso à internet, procure conversar com o seu filho sobre o tipo de jogos e aplicações mais adequados à sua idade. Opte pela via explicativa em vez de o informar unilateralmente sobres os conteúdos a que não pode aceder.

  1. Como devo controlar as comunicações do meu filho?

Esclareça o seu filho sobre o propósito das redes sociais e as boas-práticas de utilização (fotografias ou vídeos adequados, informações de localização, regras de resposta a comentários, etc.). Tente, assim, evitar uma exposição pessoal de risco.

Estabeleça horários e tempos de utilização e valide os downloads de conteúdo que o seu filho faz ou pretende fazer. Mostre-lhe que compreende que está a aprender a existir no mundo digital com o seu primeiro telemóvel e pode contar consigo para o ajudar.

O Guia Parental para manter os filhos seguros na internet, do Programa Internet Segura, defende que os pais devem fomentar a confiança mútua e transmitir às crianças que podem conversar sobre os seus erros, para que encontrem soluções em conjunto. Se o seu filho sentir que pode falar consigo sem medo da sua reação, provavelmente recorrerá a si em caso de aflição.

  1. Como posso garantir que o meu filho não utiliza o telemóvel durante as aulas?

Este é um grande desafio para os pais, sobretudo quando está em causa o primeiro telemóvel das crianças. Uma vez que não está com o seu filho durante o dia, é difícil garantir que este desliga o aparelho durante as aulas.

Converse com ele sobre o tema e explique-lhe que deve estar concentrado. Refira ainda que o professor poderá intervir caso não respeite as regras, podendo repreendê-lo e tirar-lhe o dispositivo ou obrigá-lo a desligá-lo.

  1. Devo deixar que o meu filho tenha o telemóvel no quarto durante a noite?

É muito importante que o seu filho desligue o telemóvel antes de se deitar, para que tenha uma noite de sono tranquila. A luz e o som das notificações podem perturbar o tempo de descanso. Poderá ainda haver a tentação de ficar debaixo dos lençóis a jogar ou a navegar na internet em vez de dormir.

 

Além de permitir que esteja sempre contactável, o telemóvel coloca o seu filho em permanente ligação com o mundo exterior. Como pai/mãe, é natural que tenha alguns receios. Estas linhas orientadoras servem, por isso, para ajudá-lo a preparar a utilização que o seu filho virá a fazer do primeiro telemóvel. Siga estas dicas e minimize a ansiedade que este processo lhe possa causar.

 



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