Medo: 5 Conselhos para ajudar as crianças a superá-lo!

Medo

Medo de objetos, animais ou situações específicas é algo que todas as crianças sentem, a dada altura do seu desenvolvimento. Surge porque, por algum motivo, estas se sentem vulneráveis ou desprotegidas perante algo que lhes é desconhecido. É o seu mecanismo de defesa!

Durante o desenvolvimento infantil, quase todas as crianças experienciam medos similares: do escuro, da trovoada, de alguns animais ou pessoas estranhas, de ficar sozinhas ou do início da escola. São receios face a uma novidade.

Mas, tal como aparecem, os medos acabam por desaparecer espontaneamente, à medida que as crianças se vão habituando a enfrentar sensações de insegurança de forma saudável.

É nesta fase que as atitudes dos pais fazem toda a diferença! Se estes não forem capazes de ajudar os filhos a perder o medo, eles começam a maximizá-lo e a focá-lo em situações, objetos e animais em que não deveria existir, surgindo as fobias.

Então, o que podem os pais fazer para ajudar os filhos a perder o medo? Primeiro, ter muita paciência, uma vez que nenhuma criança irá superar os seus medos em apenas um dia! Depois, seguir alguns conselhos práticos, como os que damos de seguida.

 

5 Conselhos para ajudar os seus filhos a superar os medos

 

1. Não superproteger as crianças

O medo é um sentimento natural que ajuda os miúdos a lidar com novas vivências e que os protege do perigo. Assim, é impossível os pais evitarem que os filhos o sintam face a novas realidades. Todavia, podem ajudar as crianças a tornarem-se mais autoconfiantes, sociáveis e curiosas. Como? Mostrando que não estão sozinhas nem indefesas.

Por exemplo, se um miúdo sentir medo do escuro, não deve ser deitado na cama dos pais. Em alternativa, estes podem deixar a porta do quarto entreaberta, colocar uma luzinha de presença ou borrifar “spray antimonstro”.

 

2. Não subestimar o medo que sentem

Alguns receios podem parecer irracionais para os adultos, mas não o são para as crianças! É importante que os pais compreendam que o que atemoriza os filhos é real e crítico para eles. Rir dos seus medos ou forçá-los a encarar o objeto, animal ou situação não contribuirá para a superação. Pelo contrário, recriminar ou pressionar as crianças em nada ajuda a amenizá-lo.

Se o seu filho tiver medo de cães, por exemplo, não o force a acariciá-los. Respeite o seu temor, diga-lhe que não há motivos para ficar assustado, dê-lhe a mão e passem juntos ao lado do animal.

 

3. Conversar sobre os receios em causa

Por mais simples que possa parecer o medo da criança, é muito importante que os pais falem sobre aquilo que a assusta. Deixá-la exprimir-se à sua maneira é fundamental.

Há crianças que esboçam desenhos sobre os seus medos, outras escondem-se e choram e outras expressam sempre as mesmas palavras. Ao conversarem tranquilamente com os filhos acerca dos seus medos, os pais mostram que se preocupam com eles.

Por exemplo, se uma criança tiver medo da trovoada, os pais podem recorrer a histórias, jogos ou brincadeiras lúdicas para lhe explicar que não há motivos para sentir receio.

 

4. Recorrer a objetos de estimação

Há objetos que as crianças simplesmente adoram ter por perto, tais como um peluche, um boneco ou uma mantinha. Porque lhes transmitem conforto e tranquilidade, estas carregam-nos consigo para todo o lado. Por isso, os pais podem socorrer-se dos mesmos para ajudar os filhos a acalmarem-se aquando de situações potencialmente assustadoras.

Experimente este truque: O peluche favorito do seu filho pode encarnar o papel de “amigo” quando o deixar pela primeira vez no infantário. Assim, não se sentirá abandonado, pois terá o “amigo” consigo, a dar-lhe alguma sensação de poder e controlo sobre a situação nova que terá de enfrentar.

 

5. Não estimular os medos

O medo tem um poder paralisador, pelo que recorrer ao mesmo para incutir limites nas crianças não é a melhor opção. Se os pais utilizarem os receios dos filhos para controlarem os seus comportamentos, estarão a contribuir para o desenvolvimento de crianças desconfiadas, ansiosas e receosas, incapazes de superar aquilo que as assusta.

Assim, devem resistir à tentação de utilizar expressões como “não mexas naquele armário porque se esconde lá um bicho mau” ou “arruma os brinquedos senão a bruxa má vem de noite para os roubar”.

 



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