Matemática: Melhora o raciocínio, potencia a aprendizagem!

Matemática

A Matemática é uma disciplina que se reveste de uma importância fulcral na escolaridade dos jovens. Neste artigo, damos-lhe a conhecer o processo de aprendizagem e distinguimos os dois tipos de raciocínio que permitem consolidar conhecimentos.

A sala de aula é um espaço importante no ensino e aprendizagem da Matemática. Os alunos aprendem em muitas situações: na interação com colegas, com família, em grupo ou em momentos de trabalho individual. No entanto, o que se passa na sala de aula influencia o modo como estes se relacionam com a Matemática. A sua compreensão e raciocínio são determinantes na aprendizagem.

O raciocínio é uma atividade mental que permite estruturar o pensamento e visa chegar a uma determinada conclusão. Por conseguinte, a memorização de conceitos, de algoritmos ou de procedimentos repetitivos é insuficiente para que os alunos percebam que a Matemática é uma disciplina lógica e coerente.

Neste sentido, um dos objetivos do ensino da Matemática é desenvolver a capacidade de raciocínio dos alunos. Esta habilidade estimula o encadeamento das ideias até à formulação de um determinado resultado. Por isso, podem identificar-se dois tipos de raciocínios: o indutivo e o dedutivo.

 

Raciocínio indutivo e dedutivo: O que os distingue?

O raciocínio indutivo tem como ponto de partida a observação. A partir desta, desenvolve-se um conjunto de conjeturas que devem ser verificadas para que se possa generalizar. As premissas iniciais são a base para a obtenção da conclusão, que nem sempre é possível de garantir.

Por outro lado, o raciocínio dedutivo tem como ponto de partida a formulação de um problema, a partir do qual se demonstra, com recurso à lógica, a sua veracidade, desde que a sequência das deduções esteja isenta de erros. Este é o raciocínio característico da Matemática e constitui um elemento estruturante do pensamento matemático. Carateriza-se por ser formal, exato, analítico, racional e sequencial. Isto é, fornece as bases necessárias para se poder adquirir e consolidar o conhecimento.

 

Qual o papel do professor no ensino da Matemática?

Como o raciocínio lógico não pode ser ensinado diretamente, é necessário que o professor proporcione atividades que permitam ao aluno desenvolver esta capacidade. Neste sentido, para fomentar o seu desenvolvimento, o docente pode recorrer a:

  • Atividades para identificar, definir ou reconhecer qualidades (situações reais, jogos de lógica com recurso a materiais manipulativos estruturados, entre os quais se destacam os blocos lógicos ou as barras cuisenaire);
  • Exercícios para relacionar qualidades (classificar peças segundo determinados critérios – idade, cor ou tamanho – e representar essas classificações num diagrama de Venn ou diagrama de árvore);
  • Tarefas para operar com as qualidades (fazer dominós em que as peças vão dando indicações de como se deve jogar ou jogos que promovam o cálculo mental).

Estas atividades permitem ao aluno aumentar a sua competência lógico-matemática de forma progressiva ao longo da escolaridade. Contudo, à medida que o aluno vai progredindo, os enunciados devem ser mais elaborados. Só assim este desenvolverá curiosidade pela exploração e capacidade para usar várias representações, relacionará os conhecimentos matemáticos de forma a aplicá-los em situações contextualizadas e melhorará o espírito crítico.

Em suma, o raciocínio lógico permite ao aluno desenvolver uma melhor compreensão sobre o mundo que o rodeia e os conceitos matemáticos. Para isso, é necessário que o professor conheça os raciocínios do aluno e reflita sobre eles.

Caso o docente identifique alguma lacuna, é essencial que promova estratégias que auxiliem o estudante a ultrapassar as suas dificuldades, para que este se torne competente na sua aplicação.

 

Carmen Salvado

Professora de Matemática

 



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