Idade dos porquês: Motivos, benefícios e conselhos práticos!

idade dos porquês

A idade dos porquês é uma fase típica do desenvolvimento infantil. Geralmente, surge por volta dos 3 ou 4 anos e é a idade em que as crianças começam a colocar um infindável número de questões, tais como: “porque é que as nuvens são brancas?”, “porque é que a pele da avó não é lisa?”, “porque é que a água não tem cheiro?”, “porque é que há estrelas no céu?” ou “porque é que o sol desaparece à noite?”.

A idade dos porquês pode ser verdadeiramente extenuante para os pais, uma vez que é muita a atenção requerida pelos filhos. Porém, é um sinal de que as crianças estão a crescer da forma esperada!

Compreender a razão de tantos porquês ajuda os pais a lidar melhor com esta fase da infância, em que as crianças frequentam o ensino pré-escolar. Com os conselhos práticos que lhe damos de seguida, tudo ficará mais fácil!

 

Os motivos da idade dos porquês

É na idade dos porquês que as crianças começam a expressar oralmente a sua curiosidade. Até esta fase, os miúdos vão aprendendo sobre si e sobre o mundo que os rodeia, observando-o, e vão construindo as palavras e melhorando a fala. Depois disso, quando desenvolvem vocabulário suficiente para fazer perguntas, surge a idade dos porquês.

Nesta fase da infância, as crianças querem perceber os outros e entender-se a si próprias, compreender os ambientes que as rodeiam, saber mais sobre os objetos, as plantas e os animais que estão à sua volta.

Quanto mais observam e exploram, mais detalhes captam a sua atenção e mais conhecimento procuram sobre o que desconhecem. Assim, as perguntas típicas da idade dos porquês começam a multiplicar-se.

Para obterem as respostas que procuram, as crianças recorrem aos pais, uma vez que são as pessoas em quem depositam toda a sua confiança. Assim, independentemente do tipo de questão (ingénua, filosófica, constrangedora, surpreendente ou até mesmo hilariante), os pais devem ter uma resposta. Esclarecer as dúvidas que surgem é importante para o crescimento das crianças.

 

Os benefícios da idade dos porquês

A persistência dos filhos na idade dos porquês é tanta que coloca à prova a paciência dos pais mais dedicados! Contudo, é uma fase imperativa no desenvolvimento das crianças!

De acordo com um estudo da Read On. Get On., uma organização não-governamental britânica dedicada à promoção dos níveis de literacia das crianças, os miúdos colocam, em média, mais de oito questões por dia.

Ao procurar incessantemente respostas para as suas dúvidas, as crianças desenvolvem a capacidade de questionamento e de resolução de problemas, ampliando os mecanismos mentais de pensamento crítico. Estas skills serão fundamentais para as aprendizagens ao longo da vida.

Já quando sentem que as suas dúvidas são desvalorizadas, perdem a vontade de descobrir coisas novas e têm receio de expor as suas dúvidas. Crianças esclarecidas tornam-se mais motivadas, seguras e confiantes no seu processo de aprendizagem.

Como tal, é importante que os pais respeitem a idade dos porquês e tentem dar respostas adequadas aos seus filhos, sem perderem a calma. Ao serenamente esclarecerem as suas dúvidas, por mais absurdas que pareçam, estarão a contribuir para o normal desenvolvimento social e cognitivo das crianças.

 

5 Conselhos práticos para os pais lidarem com os porquês dos filhos

A idade dos porquês coloca desafios aos pais e tem vantagens óbvias na estimulação da aprendizagem dos pequenos. Para lidar de forma saudável com as questões colocadas pelo seu filho, siga estas dicas:

  1. Tenha uma atitude de encorajamento, por muito saturado que esteja de tantos porquês. Oiça as perguntas com atenção. As crianças sentem quando desvaloriza o que querem transmitir.
  2. Não complique nem simplifique demasiado. Se as respostas forem muito complexas, as crianças ficarão confusas e colocarão ainda mais questões. Por sua vez, se forem demasiado simples, pensarão que não se interessa pelas suas dúvidas.
  3. Se tiver dúvidas na resposta, não invente! É preferível dizer ao seu filho que naquele momento não consegue explicar, mas que se informará para mais tarde dar uma resposta. A criança habituar-se-á a esperar e entenderá que nem sempre a solução é imediata. Mas, uma vez que ficará à espera da resposta, é importante que cumpra a promessa. Em alternativa, proponha ao seu filho que procurem juntos uma resposta.
  4. Não responda antes de o seu filho acabar de colocar a questão. Todas as crianças têm o seu ritmo de comunicação e este deve ser respeitado, para bem do desenvolvimento da sua capacidade comunicativa e da sua auto-estima.
  5. Evite respostas incorretas ou fantasiosas. Se o seu filho descobrir a verdade, poderá perder parte da confiança que deposita em si, provocando uma quebra na ligação emocional até então estabelecida.

 

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