Educação das crianças: A importância das regras!

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A educação exige regras e estas devem ser encaradas pelos pais como um desafio positivo que trará frutos. As crianças que crescem com regras tornam-se seres humanos mais felizes. Ficam também emocional e socialmente equilibrados, capazes de ultrapassar as adversidades da vida e de aprender com os erros.

Educar não é uma tarefa simples. Os pais devem estabelecer regras e impor limites em função da fase de desenvolvimento em que se encontram.

 

“De pequenino se torce o pepino!”

As regras contribuem para diminuir o caos na vida familiar. Mas o cerne do seu estabelecimento pelos pais vai mais além! A aplicação de regras claras estimula o desenvolvimento de comportamentos positivos nas crianças. Ao serem motivadas a explorar o seu ambiente dentro de certos limites, os miúdos aprendem a respeitar a liberdade e a confiança que é depositada em si.

As regras são, no fundo, reconfortantes para as crianças. Orientam-nas nas suas ações, fazem-nas sentir seguras e permitem-lhes distinguir o certo do errado. Ao fomentar uma educação com regras, os pais contribuem para o desenvolvimento de habilidades sociais positivas nas crianças, como a empatia, o autocontrolo e a capacidade de atenção e de planeamento das suas ações.

Regras básicas de segurança, como colocar o cinto no carro, atravessar a estrada na passadeira e não consumir substâncias ilícitas, incitam as crianças a cumprir as leis.

 

“Quem sai aos seus não degenera!”

Por um lado, as regras preparam as crianças para a vida real, ajudando-as a adaptarem-se mais facilmente a novas situações. Por outro, fornecem um sentido de ordem e desenvolvem um sentimento de pertença. Isto favorecerá uma atitude de educação, cooperação e respeito pelo próximo.

As boas maneiras devem ser aprendidas em casa. Regras simples como dizer “obrigado”, “por favor” ou “desculpe” e não dizer palavrões contribuem para a socialização das crianças, tornando-as mais assertivas.

Pais que compreendem a personalidade das crianças e se preocupam com a sua supervisão, com o cumprimento das regras e com a aplicação de consequências pelo não cumprimento, são pais que se envolvem ativamente no crescimento dos filhos. Por conseguinte, as crianças terão mais facilidade em aceitar a disciplina que lhes é imposta na escola, entendendo-a como adequada e essencial para o sucesso escolar.

Contudo, pais demasiado autoritários e inflexíveis ou excessivamente tolerantes e liberais podem potenciar o desenvolvimento de problemas comportamentais nos filhos. De um modo geral, crianças com regras muito rígidas ou demasiado permissivas terão maiores dificuldades em obedecer a instruções, em aceitar críticas, em tomar decisões e em se preocupar com as consequências dos seus atos. Serão crianças com baixa auto-estima, o que afetará a sua educação e sucesso escolar.

 

“Para grandes males, grandes remédios!”

Para alguns pais, uma educação com regras é tão normal quanto demonstrar o seu amor pelos filhos. Para outros, definir limites cria momentos de atrito. Mas não precisa de ser assim!

As regras devem ser estabelecidas desde cedo, com firmeza e de forma clara para serem facilmente interiorizadas pela criança. Mesmo que no início esta tenha dificuldades em aceitá-las e tente testar o poder dos pais, rapidamente desistirá de contorná-las. O seu filho perceberá que está a travar uma luta infrutífera, porque as regras são razoáveis e justas e não o prejudicam.

É igualmente importante que os pais compreendam que as regras devem ser reajustadas e negociadas de forma coerente em função do crescimento dos filhos. Para facilitar o seu cumprimento, estas devem ser elaboradas pela positiva. Por exemplo, é preferível dizer à criança que só pode lanchar na cozinha ou na mesa da sala ao invés de dizer que não pode comer no sofá.

Para que os limites contribuam para a educação das crianças, o seu cumprimento tem de ser valorizado e fiscalizado. Os miúdos devem ter consciência de que aquilo que os pais impõem tem de ser cumprido e que há consequências para o incumprimento.

 



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