Alimentação no pré-escolar: Cuidados a ter com os filhos!

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A alimentação durante o ensino pré-escolar molda os hábitos que os seus filhos adotarão no futuro. Na infância, as crianças desenvolvem-se física e psicologicamente, sendo esse crescimento influenciado por fatores emocionais, familiares e sócio-culturais.

Uma das capacidades que os miúdos adquirem à medida que crescem é, precisamente, a aptidão para selecionar alimentos indispensáveis à saciação do seu apetite. A família tem um papel-chave na adoção de uma alimentação variada e equilibrada no ensino pré-escolar.

Os pais devem certificar-se de que os filhos aprendem a escolher alimentos saudáveis para suprir as necessidades nutritivas e energéticas. Para isso, é fundamental que compreendam que as preferências alimentares dos seus filhos são diretamente influenciadas pelas dietas que eles proporcionam desde o nascimento.

Até aos seis meses, a alimentação dos bebés é fácil de gerir, pois baseia-se essencialmente em leite. A partir dessa idade, os pais são responsáveis pela introdução de novos alimentos e pela evolução da dieta de acordo com as etapas de crescimento e necessidades nutritivas das crianças.

 

Que cuidados devem ter os pais com a alimentação dos filhos no pré-escolar?

A alimentação no pré-escolar é determinada pelas preferências das crianças. Normalmente, estas tendem a gostar mais de alimentos ricos em lípidos e doces.

Se os pais não contrariarem esta tendência, os miúdos verão a sua dieta condicionada a alimentos menos saudáveis e nutricionalmente pobres. Quando assim é, o consumo destas substâncias tende a aumentar à medida que as crianças crescem, apesar dos riscos que daí advém, tais como o surgimento de diabetes ou a obesidade.

Contrariamente, se os pais investirem na introdução de alimentos saudáveis e variados, ajustados ao crescimento e às necessidades energéticas da criança, certamente contribuirão para o abandono de opções alimentares incorretas.

No ensino pré-escolar, as crianças devem começar a ingerir verduras, frutas, peixes, carnes brancas, leguminosas e cereais. É essencial que os pais promovam experiências alimentares positivas e diversificadas, ricas em alimentos saudáveis. Assim as crianças desenvolverão o palato e apreciarão novos sabores, menos doces e menos salgados, e diferentes texturas.

Em suma, os pais deverão proporcionar contextos afetivos que ajudem os filhos a desenvolver saudavelmente a alimentação na fase pré-escolar.

 

Atenção: Não siga a estratégia da recompensa!

Educar o seu filho para que faça uma alimentação saudável passa por dar o exemplo. Vivam momentos de refeição em família, em que todos ingerem os mesmos alimentos num ambiente tranquilo e feliz. Assim, a criança será impelida a rever-se nos hábitos alimentares dos adultos.

Não siga o caminho da recompensa. Dar ‘prémios’ ao seu filho por ingerir determinado alimento não é uma boa estratégia, uma vez que fará com que coma por interesse ao invés de comer por gosto.

Se os pais não comerem sopa, a criança não compreende porque é que tem de comer, especialmente tratando-se de um prato de que não gosta. Para a incentivar, são muitos os adultos que optam por dar uma recompensa aos mais novos. Porém, o ‘feitiço’ acaba por se virar contra o ‘feiticeiro’. Desta forma, as crianças passarão a encarar a sopa como um alimento pouco apreciado, atribuindo-lhe uma conotação negativa, e a encarar o prémio (por exemplo, uma guloseima,) como o alimento preferencial.

 

O que fazer quando as crianças rejeitam os alimentos?

As preferências alimentares das crianças moldam-se na idade pré-escolar. Mas a aprendizagem deve ser continuada. Os pais devem insistir em dietas saudáveis, variadas e equilibradas, em detrimento de alimentos pré-confecionados ou fast-food.

Quando um miúdo rejeita um alimento que provou pela primeira vez, os pais não devem desistir de o introduzir na sua dieta. Podem repetir a tentativa as vezes que forem necessárias. Ao fim de algumas experiências, a comida em causa acabará por ser apreciada.

Um alimento rejeitado jamais deverá ser substituído por outro com elevada composição calórica, pois este último será sempre mais apreciado, dificultando ainda mais a ingestão do primeiro. Alimentos hipercalóricos devem, aliás, ser evitados ao máximo. Dê-os ao seu filho apenas em ocasiões excecionais.

 



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