Alimentação: 5 Dicas para as Crianças comerem Frutas e Legumes!

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A alimentação infantil é uma preocupação de todos os pais, mas convencer as crianças a comer legumes e frutas é uma tarefa atribulada. Geralmente, as crianças “fogem a sete pés” de hortícolas, leguminosas e frutas. Infelizmente, assim que veem um prato com legumes ou uma sobremesa com fruta, apresentam uma súbita perda de apetite, fazem má cara, iniciam uma birra e põem os alimentos de parte!

Porém, esta é uma dificuldade que deve ser contornada pelos pais, em prol de uma alimentação saudável. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é fundamental que as crianças ingiram, no mínimo, 350 gramas de verduras e frutas todos os dias, ou seja, o equivalente a 4 a 5 porções diárias recomendadas pela Roda da Alimentação Mediterrânica.

Assim, é imprescindível que os pais se munam de dicas que os ajudem a vencer esta batalha. O segredo reside na persistência e na criatividade!

 

5 dicas para incluir frutas e legumes na alimentação do seu filho:

 

1. Não desistir ao primeiro sinal de rejeição.

Não desistir não é sinónimo de impingir ou obrigar! Sempre que uma criança rejeitar um vegetal ou fruta, a solução não está em castigá-la. Isso apenas causará uma experiência negativa, levando-a a associar aquele alimento a algo mau.

Lembre-se de que ninguém gosta de todas as frutas e legumes! Se a criança come couve-flor e cenouras, não queira que comece imediatamente a gostar de brócolos. O paladar vai-se alterando ao longo do tempo. Se o seu filho for levado a provar o mesmo alimento várias vezes e sob diversos formatos (em puré, cozido, gratinado, estufado, assado, frito), acabará por apreciá-lo. Seja paciente e inovador na alimentação que proporciona aos miúdos.

É ainda crucial que os pais entendam que são o modelo comportamental dos filhos. Se tiverem o hábito de ingerir legumes e frutas às refeições, mostram às crianças como se pratica uma alimentação saudável e variada. Com apenas uma opção na mesa, o seu filho não terá outra hipótese que não seja comer os alimentos saudáveis que preparou.

Caso este inicie uma birra, tente desvalorizá-la e continuar a sua refeição. Ignore a teimosia e fale com a criança sobre a escola, os amigos e as atividades extracurriculares. Se tiver mais do que um filho, tente ainda perceber se a birra se deve efetivamente à comida ou à necessidade de atenção.

 

2. Incluir as crianças na preparação das refeições.

Os pais devem permitir a participação das crianças na escolha dos alimentos e na preparação das refeições. Convide o seu filho a escolher, a cada semana, um legume ou fruta no supermercado. O alimento escolhido entrará numa refeição dessa semana e todos terão de o ingerir. Em alternativa, peça-lhe que escolha uma verdura do frigorífico de casa. Deixe-o analisar a cor, textura e cheiro, despertando o interesse pelo alimento.

Experimente oferecer um livro de receitas ao seu filho. É importante que inclua opções de alimentação saudável e rica em frutas e legumes. Depois, peça-lhe para escolher a receita que quer confecionar e preparem juntos a próxima refeição. Quanto mais envolvida a criança se sentir, mais prazer terá em comer.

Viável é também a criação de jogos que tornem a alimentação mais divertida. Criem uma prova semanal, em que todos têm de provar tudo o que estiver no prato antes de dizer “não gosto”. Quem superar o desafio tem o direito a escolher o menu de uma refeição por mês.

 

3. Lembrar-se de que os olhos também comem.

Muitas vezes, as crianças torcem o nariz a determinados pratos porque não gostam do aspeto da comida. Por essa razão, os pais devem investir algum tempo na apresentação das refeições.

Tornar os pratos coloridos e visualmente atraentes é simples. Basta variar nos cortes, por exemplo. Se a criança não gostar de cenoura às rodelas, corte-a aos palitos. Faça espetadas de fruta ao invés de saladas e crie desenhos no prato com os alimentos.

Acima de tudo, não esconda um alimento de que a criança não gosta por baixo de outro. Camuflar vegetais entre outros alimentos poderá levar a que a criança fique desconfiada e não experiencie verdadeiramente o sabor e a textura do alimento.

 

4. Dar nomes apelativos aos pratos.

Adotar nomes para determinados pratos ou alimentos torna as refeições mais divertidas e prazerosas. As opções são infinitas e podem derivar dos mais diversos temas: o clube de futebol, os desenhos animados preferidos da criança ou os animais do zoo e da quinta.

Uma sopa de tomate pode chamar-se “Sopa à Benfica”, sendo a “Sopa à Golfinho” a que é confecionada com nabo, por exemplo. Uma salada pode perfeitamente chamar-se “Jardim da Princesa” e a cenoura frita pode ter um nome tão pomposo quanto “Cenoura Crocante com Molho Especial”. Que tal dar o nome “Arroz com o Legume Favorito do Tarzan” ao arroz com brócolos? E se o creme de cenoura fosse a “Sopa Preferida do Bugs Bunny”?

Para que o seu filho tenha uma alimentação saudável, vale tudo. Puxe pela imaginação na hora da refeição!

 

5. Convidar um amigo da criança para almoçar ou jantar.

Todas as crianças apreciam a companhia dos amigos. Se estes forem um exemplo positivo, os pais podem recorrer à sua influência para que os filhos ingiram legumes e frutas. Uma alimentação equilibrada é indispensável para manter uma vida saudável.

Convencer as crianças a comer legumes e fruta é essencial para que recebam as vitaminas e sais minerais essenciais ao bom desenvolvimento físico e mental. Além disso, estes alimentos são ricos em fibras que ajudam a regular o intestino, prevenindo o aparecimento de doenças como a diabetes, a hipertensão e a obesidade.

 



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