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Alimentação escolar ou levar de casa refeições e lanches?

Alimentação escolar

Alimentação escolar é cada vez mais uma temática a que muitos pais estão atentos. Há uma consciência cada vez maior do impacto da alimentação na nossa saúde. Há mais informação, logo é natural que os pais estejam mais sensíveis para questões que, outrora, desvalorizavam.

Atualmente, uma boa alimentação é sinónimo de saúde e essa alimentação é crucial para um bom desenvolvimento físico e mental. Assim, a alimentação escolar ou as refeições e lanches que as crianças levam de casa para a escola devem proporcionar os nutrientes essenciais à atividade física e à aprendizagem.

Se nós “somos aquilo que comemos” (Hipócrates), então devemos proporcionar às crianças uma alimentação na escola que lhes permita suprir as suas necessidades! Hoje sabe-se que uma alimentação escolar adequada contribui não só para o bom desempenho escolar, como também para a criação de hábitos alimentares mais saudáveis.

 

A importância da alimentação na escola

Todos sabemos que é na escola que as crianças passam a maior parte do seu tempo semanal. Logo, será aí que as crianças ingerem uma parte substancial de alimentos. Por outro lado, a escola é simultaneamente um espaço educativo e um ambiente promotor de saúde. Assim, faz todo o sentido que a escola valorize uma alimentação saudável através da oferta alimentar que disponibilizam para as crianças, capacitando-as de, progressivamente, fazerem escolhas alimentares mais salutares.

Na verdade, a qualidade, a quantidade e a variedade de alimentos disponibilizados às crianças na escola, seja na cantina ou no bufete, têm impacto na saúde e no bem-estar dos seus filhos. Mas os alimentos que levam de casa também, se as escolhas dos pais em termos de alimentos não forem as mais apropriadas ao desenvolvimento da criança.

 

Uma boa alimentação escolar só tem benefícios para as crianças

No caso de famílias com hábitos alimentares incorretos, uma boa alimentação escolar pode ser a tábua de salvação para a sua correção prematura. As crianças ficam melhor alimentadas, os pais ficam mais alerta e, muitas vezes, melhoram a alimentação em casa. A alimentação escolar, nestes casos, tem uma ação com reflexos diretos fora da esfera da escola. Para além disso, evita desequilíbrios alimentares que prejudicarão a saúde e o rendimento escolar das crianças. Assim, uma alimentação escolar adequada afeta positivamente o humor, a energia, o sono, a concentração e a memória das crianças.

Por norma, a alimentação escolar não possibilita o consumo de alimentos pré-confecionados que podem influenciar os padrões alimentares das crianças e comprometer a sua saúde, contribuindo para o aparecimento da obesidade, diabetes ou hipertensão. É sabido que há uma preocupação enorme na confeção das ementas, para que seja equilibrada, saudável e diversa. Este facto é extremamente positivo e é um sinal de confiança para os pais mais preocupados.

 

Seja comida feita na escola ou em casa, o que importa é a qualidade

Os pais que sejam capazes de fornecer uma alimentação saudável, variada e equilibrada aos seus filhos e que estejam disponíveis a tal diariamente, devem fazê-lo. Aliás, nunca é demais lembrar, que devem ter em conta as orientações da nova roda dos alimentos ao prepararem as refeições e lanches para os seus filhos comerem na escola. Do mesmo modo, estes pais podem, e devem, contribuir para que haja melhorias positivas na alimentação escolar, através de sugestões junto da escola. O que os motiva a querer garantir as refeições dos seus filhos a partir de casa, pode ser objeto de mudança na escola. No nosso Externato, foi por vontade expressa de muitos pais, que se considerou recentemente a inclusão de uma ementa vegetariana, por exemplo.

 

Recomendações para uma boa alimentação escolar

Uma das maiores preocupações dos pais quando os filhos entram para a escola são as refeições escolares. Tais inquietações são, igualmente, tidas em conta no referencial nutricional para a alimentação escolar nacional.

Comecemos pela alimentação escolar a existir no bufete. Permitir que as crianças possam consumir, pelo menos, de 3h30 em 3h30, alimentos energeticamente apropriados ao seu rendimento mental e ao seu desempenho físico. Aí os alunos podem encontrar diversos alimentos baixos em açúcar, gorduras e sal, e ricos em fibras e antioxidantes, tais como frutas, leite e pão. Ao contrário do café, as crianças terão acesso limitado a alimentos que possam ter efeitos perniciosos na sua saúde. Tais alimentos até podem ser levados de casa pelas crianças desde que em quantidades regradas e pontuais. Banidos estão os alimentos hipercalóricos e salgados que não apresentam qualquer vantagem nutricional para as crianças.

Face a isto, os pais também não devem descurar os alimentos ricos em vitaminas e fibras nas merendas dos filhos!

Quanto à cantina ou refeitório escolar, este é um espaço de reconhecido valor quer alimentar quer social. O cardápio semanal oferecido contempla sempre uma refeição quente, com sopa de legumes, um prato principal com pelo menos alimentos ricos em proteínas, vitaminas e fibras, e uma peça de fruta como sobremesa. Além disso, a alimentação escolar dá garantias de higiene e sanidade dos alimentos e dos produtos usados na sua confeção, ao contrário das refeições consumidas nos restaurantes locais. Um outro aspeto relevante da cantina escolar é que este espaço possibilita o convívio entre as crianças, reforçando os laços afetivos entre elas.

 

Em suma, uma alimentação escolar ou as refeições e lanches levados de casa pelas crianças, devem permitir uma alimentação equilibrada e variada ao longo do dia na escola. Assim, a energia gasta nas atividades escolares é compensada e os nutrientes necessários ao desenvolvimento físico e intelectual são supridos. Deste modo, as crianças ficarão menos agitadas, menos cansadas e mais concentradas durante as aulas, e, consequentemente, o seu desempenho escolar melhorará.

 


 

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