Atividades Extracurriculares: a Melhor Opção Para Cada Idade!

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Atividades extracurriculares são um ótimo complemento à educação do seu filho. Além de proporcionarem momentos de descontração e fomentarem o espírito de compromisso das crianças, melhoram o relacionamento social e a motivação.

O ingresso numa atividade extracurricular não tem de partir das crianças. Cabe aos pais motivá-las e ajustar a escolha consoante os seus gostos e o tempo que estas têm disponível, assim como a disponibilidade financeira da família para tal.

Os primeiros aspetos a ter em conta são a personalidade, os gostos e aptidões do seu filho. Se for uma criança com sensibilidade artística, as artes são uma área em que deve apostar. Porém, se for amante de desporto, considere uma atividade extracurricular que permita a prática de exercício físico.

Mas qual é, afinal, a melhor idade para começar? A resposta não é simples, uma vez que não existe uma idade específica para integrar as crianças numa atividade extracurricular. Se não começar durante o pré-escolar ou primeiro ciclo, não se preocupe. Nunca é tarde para contribuir para o enriquecimento dos seus filhos.

 

Pré-escolar: dos 3 aos 6 anos

Antes dos seis anos, são adequadas atividades extracurriculares que não exijam muitas regras. A dança e o ballet, por exemplo, melhoram a coordenação motora, postura e equilíbrio. Já a atenção e os reflexos podem ser estimulados em atividades como as artes marciais. O judo é uma atividade em que se pode ingressar ainda no pré-escolar, à semelhança do que acontece com a natação, ótima para que a criança aprenda a nadar desde bem cedo.

A pintura, o desenho e a educação musical podem também ser inseridas na vida do seu filho ainda antes dos seis anos, à semelhança do que acontece com as línguas, que podem ser lecionadas de forma sistemática a partir dos cinco anos. Quanto mais cedo o aluno começar, maior será a capacidade de um dia, mais tarde, dominar o idioma como a língua materna.

O mesmo pode ser dito em relação à música. Estimule o seu filho a aprender a tocar um instrumento musical, quer seja de sopro, cordas ou percussão. A facilidade em aprender é tanto maior quando menor a idade do pequeno artista.

 

Primeiro ciclo: dos 6 aos 10 anos

Ainda que algumas opções possam ser iniciadas antes, seis anos é a idade referida por muitos especialistas como a “ideal” para começar a praticar muitas atividades extracurriculares. A entrada na escola primária pode ser conciliada, por exemplo, com a informática e as línguas, as artes ou os desportos individuais e coletivos. Se o seu filho já tiver iniciado uma atividade aos 3, 4 ou 5 anos, ótimo. Se ainda não tiver iniciado, então é uma boa altura para o fazer.

Desportos coletivos como o futebol, basquetebol, voleibol ou andebol fomentam o trabalho em equipa e a socialização das crianças. Além disso trazem benefícios ao organismo decorrentes da prática desportiva. Os desportos individuais como ténis, patinagem, natação, equitação, atletismo ou artes marciais aumentam o espírito de superação e a psicomotricidade.

Dos 6 aos 10 anos, as crianças estão numa idade adequada para aprender a tocar um instrumento musical ou a cantar num coro. O xadrez e o escutismo são outras opções a ter em conta.

 

Segundo e terceiro ciclos: dos 10 aos 15 anos

Na fase de ingresso no segundo ciclo, as capacidades intelectuais e motoras das crianças e adolescentes permitem desenvolver a generalidade das atividades extracurriculares acima mencionadas. Lembre-se: nunca é tarde para fazer algo de que se gosta e tornar o seu filho uma criança mais feliz.

Aos desportos coletivos e individuais, juntamos os desportos radicais ou de aventura, como escalada, surf, ciclismo, BTT e canoagem. Ao já referido ballet adicionamos as danças de salão, o hip-hop, o samba e a dança contemporânea.

Taekwondo, judo, karaté e capoeira são algumas das artes marciais que podem ser praticadas entre os 10 e os 15 anos. Mas, e porque nem tudo deve focar-se na destreza física, referimos ainda as atividades que estimulam o intelecto dos mais novos. São, naturalmente, mais-valias as línguas, a informática, a educação musical e até a culinária.

 

Se é pai ou mãe e se inserir o seu filho numa atividade extracurricular é uma opção, reflita sobre o papel que podem assumir na sua vida e lembre-se: cada criança é uma criança e não há regra sem exceção. A escolha e o timing dependem de cada um e não deve forçar a nada. Por último, tenha em conta que todas as atividades envolvem compromisso e dedicação e que, se não fizerem o seu filho feliz, deixam de valer a pena. Desistir ou mudar de atividade não é algo proibido.

 



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